terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Paira dúvida atroz sobre a humanidade a qual pertencemos


A atitude necessária para se viver apesar do mal é conquistada por cada um de nós- e não por um eleito ou alguém especial, e as verdades eternas precisam ser geradas novamente e não transmitidas mecânicamente
Jung

O homem é sim capaz de tudo, nós somos capazes de tudo. É preciso alguns preceitos para a nossa mais completa degeneração. É necessário que massas inteiras sejam deslocadas de seu solo e concentradas nas cidades e industrias, sufocando-se numa ocupação unilateral de modo a perdermos todos os instintos sadios, mesmo o da autoconservação, aumentando, em contrapartida, as esperanças no Estado. Assim se espera em todos (=Estado), menos em si mesmo. Iupi! Todos se apoiam uns nos outros, num falso sentimento de segurança- o apoio de 10 mil é como um apoio no ar. Vida de gado, a esperar do Estado-pastor bons pastos. Só um impostor pode querer assumir a responsabilidade pela existência de um outro- a assistência estatal produz cordeiros e pessoas infantilizadas, retirando do indivíduo responsabilidades. Os outros é que são culpados.
Que povo deixou-se convencer pelos gestos ridículos e patéticos de Hitler se não refletisse a histeria dele próprio? O espantalho psíquico, como diz Jung, demagogo, de presunção delirante, inteligência mediana histérica e uma fantasia de poder adolescente. Os movimentos do führer bafento eram todos artificiais e preestudados por um cerébro histérico que só se preocupava em causar impressão. Entretanto, foi elevado aos céus, tendo sido considerado até o "salvador". Monstros no poder. O cajado do pastor se transforma em vara de ferro, e os pastores em lobos. O pior é que respiramos aliviados quando colocamos a responsabilidade em cima de um psicopata.


Excertos adaptados de Psicologia em transição, de Carl Jung

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Toco tu boca


Fragmento de Rayuela, de Julio Cortázar:

Toco tu boca, con un dedo todo el borde de tu boca, voy dibujándola como si saliera de mi mano, como si por primera vez tu boca se entreabriera, y me basta cerrar los ojos para deshacerlo todo y recomenzar, hago nacer cada vez la boca que deseo, la boca que mi mano elige y te dibuja en la cara, una boca elegida entre todas, con soberana libertad elegida por mí para dibujarla con mi mano en tu cara, y que por un azar que no busco comprender coincide exactamente con tu boca que sonríe por debajo de la que mi mano te dibuja.

Me miras, de cerca me miras, cada vez más de cerca y entonces jugamos al cíclope, nos miramos cada vez más cerca y los ojos se agrandan, se acercan entre sí, se superponen y los cíclopes se miran, respirando confundidos, las bocas se encuentran y luchan tibiamente, mordiéndose con los labios, apoyando apenas la lengua en los dientes, jugando en sus recintos, donde un aire pesado va y viene con un perfume viejo y un silencio. Entonces mis manos buscan hundirse en tu pelo, acariciar lentamente la profundidad de tu pelo mientras nos besamos como si tuviéramos la boca llena de flores o de peces, de movimientos vivos, de fragancia oscura. Y si nos mordemos el dolor es dulce, y si nos ahogamos en un breve y terrible absorber simultáneo del aliento, esa instantánea muerte es bella. Y hay una sola saliva y un solo sabor a fruta madura, y yo te siento temblar contra mí como una luna en el agua.

Acasos...

Bonjour Luciane,

J'ai aimé ton blog!

Et quelle coïncidence quand j'ai vu dans ton blog: Pergunta ao meu cavalo

Tu sais qu'il y a un artiste que j'adore, qui est de la même région que moi en France,
il est connu nationalement, il a une chanson intitulée: Demandez à mon cheval.

Il s'appelle Florent Pagny.
C'est une chanson pour son cheval (aujourd'hui, il vit en Patagonie argentine avec sa femme argentine).
Il écrit cette chanson pour dénoncer le monde libéral, le monde de la consommation, de l'argent...
Ce n'est pas ma chanson préférée mais je reconnais que les paroles sont intéressantes.
Bise et bon week-end
Jacqueline

(A Jacqueline Petkovic é professora de francês em Porto Alegre, interessados entrem em contato pelo e-mail:fbureau@terra.com.br)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Mulher, erotismo e literatura

Anïs Nïn/1973
Anaïs Nïn afirmou, lá pela década de 70, que sempre que as mulheres pretendem revelar algo de sua sensualidade suas vozes são abafadas- menos abertamente que a queima de livros de H.D.Lawrence ou o banimento das obras de Henry Miller ou James Joyce. As mulheres, mesmo nos dias atuais, sofrem julgamento moral sobre sua franqueza. Lembro-me perfeitamente o tom da entrevista de Jô Soares com Catherine Millet, sobre o livro A vida sexual de Catherine M. No entanto, nunca se faz julgamento moral sobre o comportamento das personagens de Henry Miller, por exemplo (talvez, no passado, objeções à sua linguagem).
Nïn diz que devemos deixar extravasar essa nossa consciência. Não imitar os autores homens, tratando a sensualidade com humor, obscenidades ou caricaturá-la. É bom, mas apenas uma maneira de relegá-la a experiências fortuitas e sem importância.
A literatura erótica dos homens, ainda hoje, não satisfaz às mulheres, porque nossas necessidades, fantasias e comportamentos eróticos são diferentes. A maioria não se sente excitada por descrições explícitas, por uma linguagem crua. Tudo bem, a escrita deles é um testemunho honesto do desejo, mas na maioria das vezes com linguagens agressivas e brutais sem se preocuparem com a reação da mulher. A corte romântica, ensinada pela Kamasutra, passa longe.
Nïn diz que, no primeiro diário de autoria de uma mulher (em 900), os Contos de Gengi, de Lady Murasaki, o erotismo é extremamente sutil e poético, localizando-se por exemplo no pescoço nu entrevisto. O que há escrito hoje por mulheres? O Segredo do Escorpião, da Bruna Surfistinha, e mesmo o livro de Millet exercitam esta aproximação direta dos homens. É o reflexo do puritanismo que torna a sexualidade animal e é exatamente isto que destrói o erotismo- a pornografia trata a sexualidade de maneira grotesca, rebaixando-a ao nível animal. O erotismo desperta a sensualidade sem precisar rebaixá-la. Ainda hoje é necessário que se crie uma literatura erótica completamente diferente da masculina: do " caçador", do "garanhão".
Ligar o erotismo à emoção, ao amor,personalizar, individualizar: esta foi a tarefa sugerida por Nïn há cerca de 40 anos e que se faz necessária até hoje. Mas não apenas invertendo o papel com o homem, mas manifestando seus sentimentos e é isto que terão de exprimir em seus livros. "A imitação do homem não conduz à liberdade", diz Nïn. É preciso novos modelos. É preciso uma literatura erótica feminina, sem a impressão vergonhosa ou o desprezo. Uma literatura que reconheça a natureza sensual da mulher, a aceitação de suas necessidades, dos diversos temperamentos femininos. A mulher tem que escrever sobre sua sensualidade com orgulho e alegria, com suas mil facetas, milhões de formas, de objetos, situações, atmosferas e variações. Estamos num tempo em que o passado superado testemunhou a liberação sexual através dos rituais coletivos e que já agora o encontro entre duas pessoas, como ritual essencial e intenso, é bem difícil: tempo de amores casuais ou ff (foda fixa). Como as mulheres se sentem? Tomara haver cada vez mais escritoras a exprimir seus sentimentos, falar de suas experiências.
Excertos adaptados: Em busca de um homem sensível, de Anaïs Nïn

Cronicando



Natália Nunes Setúbal, minha colega da Oficina Literária com o professor Moacyr Scliar,que aconteceu este ano no Espaço de Oficinas Literárias Charles Kiefer, participa do livro Cronicando, lançado em oito de dezembro na Livraria Cultura. Constituem a obra trabalhos de mais 13 cronistas que passaram pela oficina de Ivette Brandalise.
O livro tem a orelha "benta" do professor Luiz Antônio de Assis Brasil, pioneiro no Rio Grande do Sul em oficinas literárias, e promete surpreender os leitores pelos temas abordados, forma de abordagem, criatividade e diversidade de estilos.
A Editora é a Mais Q Nada, e os participantes, além da Natália, são: Andrea Loureiro, Carmen Silvia Presotto, Cleonice Fochesato, José Indio Alves, Ketty Nahum de Nahum, Luciana Grimm, Luizilla Sfoggia, Márcia Tostes de Escobar, Mikita Cabelleira, Natália Nunes Setúbal, Nina Rosa Roig, Regina Starosta, Valesca de Assis e Vanessa Sila.

Espaço de Oficinas Literárias Charles Kiefer

Charles Kiefer adianta que em 2010 vai "oficinar" menos e escrever mais. "Meu último romance está parado desde fevereiro de 2009", afirmou. Por isto as aulas de oficina literária de terça-feira da Palavraria não acontecerão no que vem, somente as atividades da Itororó (Espaço de Oficinas Literárias Charles Kiefer). Haverá recesso apenas em fevereiro.
O Espaço oferece, em janeiro, curso com Regina Zilberman (Mitos femininos na Antiguidade) nos dias 04, 11, 18 e 25, segunda, às 18h-20h. Já nos dias 05, 12, 19 e 26, terça, 18h-20h, é com Juremir Machado da Silva (Por uma literatura do cotidiano, a pós-modernidade). Há vagas.
Informações: oficinack@cpovo.net

Em teu nome



A Jacqueline Petkovic está convidando a todos para assistirem Em teu nome do diretor gaúcho Paulo Nascimento no qual participou como atriz (ela dá aulas de francês em Porto Alegre, interessados fbureau@terra.com.br). O filme é baseado na história real do estudante brasileiro João Carlos Bona Garcia, exilado político da década de 1970.



Bonjour Luciane,

J'ai travaillé dans un petit rôle où je suis fonctionnaire de l'ONU.
la scène a été tournée à Paris. Si tu entre dans le site officiel du film,
tu clique sur traler (la bande-annonce), je suis là!.

Et dans cette vidéo, à la fin, tu vas avoir des détails.

Bise et bon week-end
Jacqueline




Jacqueline no filme

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Entrevista a Leonora Carrington



Por Cristina Carrillo de Albornoz

Fonte:http://www.festivaldepoesiademedellin.org/pub.php/es/Intro/index.htm


A sus 88 años, esta gran dama del surrealismo es toda una leyenda. Es más, sigue sorprendiendo al mundo con la imaginación y la audacia de sus creaciones. El Museo de Bellas Artes de México le dedica ahora una gran exposición. Allí la hemos entrevistado.

Su vida ha sido intensa y tumultuosa. Sus amigos y sus amores, entre los más escogidos genios del pasado siglo: Max Ernst, André Breton, Emerico Weisz, Picasso, Peggy Guggenheim. Pero más allá de su peculiar y excéntrica personalidad, esta señora del surrealismo, atraída por la mitología celta y el arte del Renacimiento, por el ocultismo y el mundo del subconsciente, se ha apoyado en la vida familiar. De todo ello nos habla en su casa de México.

XLSemanal. Sorprende el tamaño de más de dos metros de altura de sus esculturas.

Leonora Carrington. Yo sólo diseñé la maqueta. Soy demasiado vieja para hacerlas tan grandes sola. Pero las tres dimensiones me sientan bien.

XL. Usted tiene más fe en los animales, una constante en su obra, que en las personas. ¿Tan terribles somos?

L.C. Como sabe, no hago una separación entre humanos y animales. Tenemos un alma humana, pero también de animal. No creo que los seres humanos sean una raza muy divertida. Se está creando un mundo horrible, lleno de guerras absurdas, odios feroces e injusticias. Todo ello habla de la calidad de los animales humanos. Estoy convencida de que la raza humana no es superior a la de otros animales. Creo que el mundo animal es universal, pero su potencial no ha sido explorado. Mis pinturas preferidas son las de las cuevas de Altamira.

XL. ¿Qué animal tiene ahora?

L.C. Una gata que no se llama de ninguna manera y está tan vieja que sólo tiene un diente.
XL. Usted era una buena jinete…

L.C. Hace tantos años que ni me acuerdo, pero lo cierto es que adoraba los caballos. De niña, cuando comencé a pintar, todo eran caballos.

XL. ¿De ahí viene su famoso autorretrato con el caballo de juguete?

L.C. Ese caballo lo encontré en un chatarrero en París y lo tuve conmigo mucho tiempo. Lo pinté cuando Max (Ernst), Marie Berthe (que era su esposa) y yo estábamos en Saint Martín d’Ardèche, en el sur de Francia. No sabría decir por qué.

XL. En cualquier caso, es un animal clave en la mitología celta.

L.C. Así es; es como el renacer, un ser que conecta el subconsciente con el mundo real; el mundo masculino frente al femenino, pero no es la razón de que esté en mi autorretrato. Mi principio de vida, como artista, es no explicar nada. Las imágenes llegan, pero no sé de dónde vienen. Sospecho que del subconsciente universal. Aunque no puedo discernir qué es mío, ni de qué parte de mí surge lo que hago. Muchas veces, los personajes suben solos a los cuadros.

XL. ¿Tiene algún sueño?

L.C. El máximo es saber qué pasara después de la muerte. Es lo que más me gustaría conocer. Los sueños son lugares y la muerte, también. Cada ser humano se convierte en una personalidad diferente al dormir, y lo mismo sucede al morir. Son lugares en los que la tercera dimensión desaparece, de la misma forma que se evapora el consciente.

XL. ¿Qué expectativas tenía cuando empezó a pintar?

L.C. Nunca las tuve. Yo no decidí ser pintora. La pintura lo decidió por mí. Me escogió y me inventó y yo simplemente lo he hecho lo mejor que he podido. Estudié mucho en Londres, en París, en Italia. Necesitaba la técnica, no ideas, porque cada uno tiene las suyas. Continúo estudiando. Me considero una eterna estudiante.

XL. La pintura es un arte solitario. ¿Es usted de las personas que disfruta de la soledad?

L.C. No, no me gusta. Trato de entenderla, porque uno no puede aceptar algo que no entiende. Y cuando digo entender, me refiero a con todo el ser, con los centros vitales que tenemos, las sensaciones, las emociones.

XL. ¿Qué concepción de la pintura tiene? ¿Qué ritmo de trabajo lleva en la actualidad?

L.C. Este arte es como un centro donde todos los lugares invisibles de la mente se vuelven visibles. Sólo pinto cuando siento energía, pero continúo viviendo cada día por y para mi trabajo. Pintar es para mí un oficio artesanal, como el de los carpinteros que usan las manos y el cuerpo para crear una visión. Es algo artesanal y ese procedimiento está desapareciendo. Los surrealistas eran muy buenos en ese sentido. Picasso, que venía a visitarnos a Max y a mí, era ante todo un gran artesano.

XL. ¿Qué siente ante esa pérdida en el arte moderno?

L.C. Una gran lástima. Perder la habilidad artesanal es perder la sabiduría, porque al final sólo un buen artesano puede producir con el alma y el corazón.

XL. Su vida con Max Ernst sólo duró dos años, pero ¿fue él su gran amor?

L.C. Fue amor a primera vista. Me fui con él y mi compañero, Serge Chermayeff, me llamó puta. Yo le contesté: «Así son las cosas, ¿qué quieres que haga?». Fue maravilloso. No puedo decir que fuera la relación más importante; fue un gran amor y un gran mentor. Pero no creo en superlativos ni en categorizaciones. Sin embargo, Max me mostró otro universo y me llevó por caminos a los que en mi pequeña vida ordinaria de burguesa jamás habría tenido acceso. Lo adoraba como artista y como intelectual. Era distinto de los demás surrealistas. Una persona muy complicada.

XL. Los surrealistas tenían una concepción de la mujer que no le va nada a usted. La consideraban un adorno. La mujer era la musa.

L.C. Completamente. La tumbaban desnuda y con una sonrisa en un diván, y allí la dejaban. Pero Max era distinto. Nos veíamos con ellos en el campo, en Saint Martín D’Ardèche. Fue uno de los periodos más fecundos de mi vida. Lo que yo nunca fui es la mujer-niña que Breton quería ver en las mujeres, ni consentía que me trataran como tal. Pero tampoco ambicioné cambiar al resto. Simplemente aterricé en el surrealismo; nunca pregunté si tenía derecho a entrar. En el fondo, siempre he trabajado muy aislada, en mi mundo.

XL. ¿Qué le gustaba de Breton?

L.C. Lo admiraba profundamente. Era muy inteligente, pero muy dominante.

XL. ¿Ha leído El amor loco, de Breton?

L.C. No leí nada de él, pero sé que en ese libro ofrecía una visión muy romántica del amor y de su mujer, Nadja. La realidad es que cuando ella se volvió loca, la dejó sola.

XL. Los surrealistas eran en el fondo unos románticos. ¿Usted lo es?

L.C. El romanticismo ayuda. Es innato, una forma de poder tragar las tragedias. Y yo, que no soy diferente a ninguno de mis amigos, también soy romántica. Sin embargo, he desarrollado un sentido muy práctico de la vida.

XL. Decía que Picasso les visitaba con frecuencia…

L.C. Me impresionaba. Era ya muy mayor y yo muy joven. Muy español, muy macho. Quien me parecía muy divertido, y nunca se tomaba en serio, era Duchamp. Es una actitud que comparto.

XL. Fue amiga de muchas mujeres artistas...

L.C. Sí, de Lee Miller, Leonor Fini y Meret Oppenheim. Y Remedios Varo… Necesitaba amigas. Crecí con tres hermanos y con el concepto opresor de los hombres sobre las mujeres, algo que nunca he tolerado. Aunque se ha avanzado, todavía hay muchas mujeres sometidas. Y no es que seamos mejores que los hombres, pero reclamo el derecho a vivir, a ser como ellos. «El inconveniente de las mujeres –como decía Breton, obsesionado por el cuerpo femenino– es que son el más maravilloso y perturbador problema del mundo.»

XL. Breton decía que Max Ernst proyectaba luz interior a los demás. ¿Era así?

L.C. Así era, un ser que irradiaba luz. Siempre sonreía. El París de antes de la guerra era un lugar increíblemente productivo; nos reuníamos en el café en St Germain-des-près, hasta que un día Hitler comenzó a ser el principal tema de conversación. Pronto acabó aquella felicidad. Al comenzar la guerra, al que tenía un poco de inspiración o decía algo distinto con su arte, lo llevaban a un campo de concentración. Fue una confusión mental terrible. Pensaban que los artistas pertenecíamos a otra raza.

XL. Y en un sentido positivo ¿no era así?

L.C. Los artistas somos simples seres humanos, como el resto…

XL. … divertidamente excéntricos.

locuras perniciosas. Siempre he tratado de ser lúcida. Nunca acepté las normas ni las leyes dadas. Me horrorizan; siento un fuerte rechazo por la autoridad, que exista el código que establece lo que es normal y no. Pero las cosas son más complicadas de lo que parecen y las creencias dependen de cada país. Hay un subterráneo infinito. Para muchas civilizaciones, ese subterráneo es parte de la cultura. Sin embargo, nuestra civilización occidental, gobernada por lo llamado ‘racional’, es más rígida. La realidad es mucho más compleja de lo que imaginamos y por ello no se puede actuar sólo en un marco racional.

XL. Una lectura que le ha seguido desde niña es la de Lewis Carroll.

L.C. Es maravilloso y su lógica, nada absurda. Además, era un gran matemático.

XL. Tras tantos años en México, ¿se siente europea?

L.C. Me siento bastante europea. Actuando y en mis costumbres, me reconozco como tal. Mi idioma es el inglés, aunque ahora lo mezclo con el español. Mi madre era irlandesa y, probablemente, sea ésa la razón de mi creatividad celta y de mi atracción por Irlanda, un país de mente surrealista. Se conoce a los irlandeses y a los celtas por las hadas, los gigantes, los elfos, los gnomos... Esa mentalidad me vino de forma natural.

XL. La primera vez que supo de surrealismo fue cuando su madre le regaló por Navidad el libro Surrealismo, de Herbert Read. ¿Recuerda su reacción al leerlo?

L.C. Sentí una completa afinidad. El surrealismo es un estado de espíritu, sin más, que no se puede explicar.

XL. ¿Cree en el destino?

L.C. He pintado de una forma nada planeada, inconsciente; quizá podría llamarlo suerte, destino, inspiración, o como decía Breton: «El azar objetivo». He cambiado porque ahora sólo estoy segura de que soy completamente ignorante, de que no sé nada. Por ejemplo, ¿qué sabemos de la muerte?

XL. ¿Tiene miedo a la muerte?

L.C. Sí, mucho. Sin embargo, creo que nos la han explicado mal. La diferencia entre vida y muerte no es tan clara y, para entender la muerte, hay que entender todos los lugares en nosotros, y los sueños son lugares.

XL. ¿En qué cree usted?

L.C. Más que creer, tengo opiniones muy fuertes sobre algunos temas. No hacer daño a los demás. Luchar contra la injusticia. Siempre he tenido fe en el amor. Ahora, eso se proyecta de forma intensa en mis dos hijos. Mi amor ahora es maternal.

XL. Dice que lo más convincente que ha encontrado es el budismo tibetano. ¿Por qué?

L.C. Mis padres eran estrictos católicos, pero, a mí, ninguna religión me ha convencido. Sin embargo, me he sentido cerca del budismo tibetano. Sus creencias son extraordinarias y siguen prácticas que intelectuamente son muy satisfactorias. Pero el budismo no era para mí. Siempre he intentado descubrir algo que se conectara con mis experiencias. Por eso las teorías de Jung, al que conocí antes de la guerra y que estudié mucho en los 60, me interesaban.

XL. Se comprende que las tradiciones mexicanas no le hayan influido.

L.C. Son tradiciones maravillosas, pero cada país tiene una tradición mágica, y nuestra actitud hacia lo desconocido tiene que ver en ello.

XL. ¿Qué le atrae del mundo de hoy?

LC. Lo que queda del ayer, los árboles, los animales. A mí, la belleza es lo que me impacta.

XL. ¿Siente que vive más allá de la realidad?

L.C. Mi marido está incapacitado y tengo que cuidarlo. Además, tengo que ocuparme de la casa. Todo eso roba tiempo y devora la creatividad. A mis 88 años, me encantaría deshacerme de casi todo lo que tengo, de las montañas de papeles y cajas de libros que ya no releeré, y vivir en una casa con una pequeña cocina y un cuarto de baño. Como le decía, la realidad es demasiado compleja. Se cuela por cada poro de nuestra existencia.

Dez razões para se tornar vegetariano

domingo, 6 de dezembro de 2009

Não choveu,

embora o tempo tivesse se armado, denso, nem frio, nem calor. Um professor de física que tive explicou que o calor tanto pode ser frio, quanto quente. Ele foi inesquecível porque se doava, a subir em cima da mesa afim de explicar um exercício e tal. Quando o filho pequeno morreu como um dia qualquer, dizem que o colocou dentro do carro e saiu para a periferia da cidade, a ter com ele último momento de companhia. Hoje não fez calor frio ou quente- morno, porque trabalhei. Cá estou em casa para alimentar a gata, os cães, as formigas. Vi uma barata.


Maggie taylor

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Inés Mendoza recomienda “El séptimo caballo”, de Leonora Carrington



Partiendo de la idea de que tanto la lectura como la escritura de un texto vivo surgen de una necesidad de cambio, es difícil elegir un solo libro de cuentos que te haya “atravesado”, porque, obviamente, los textos que experimentas como una transformación están dispersos en varios libros. No sé, “Vera” de Villiers, “El balcón” de Felisberto Hernández, “Silvia”, “Ante la ley”, son, entre otros muchos, relatos dispersos que no sólo me han formado, sino que además me han revelado algo, que es, creo, lo que hace la verdadera literatura.
Y eso sin entrar en la vaguedad del término “cuento” (¿acaso el banquete de los Girondinos de Lamartine no es un relato?); pienso en “El Barón Rampante”, “Viaje al Centro de la Tierra”, “Bartleby”, “La Cruzada de los Niños”, que más que novelas son extraordinarios cuentos largos.
Sin embargo, hay un libro de relatos que, además de haber tenido en lo personal -y casi íntegramente- el valor de una revelación, se acerca bastante a aquel enunciado de Bataille de que “el arte, cuando es verdaderamente arte, procede (…) mediante sucesivas destrucciones”, entendiendo, por supuesto, destrucción como transformación. Me refiero a “El Séptimo Caballo” de Leonora Carrington.
Si –como supongo- todos nos hacemos preguntas al emprender una lectura, una de mis preguntas recurrentes es qué es lo que el autor quiso o quiere destruir/construir con su texto, sea escritura o no. Pues bien, según este baremo de Bataille que he hecho mío, “El Séptimo Caballo” es un libro que opera una “destrucción” de lo que conocemos como “realidad”. Y como toda propuesta verdaderamente vital, me atrevo a decir, esta destrucción surge acompañada de su correlato de elaboraciones simbólicas.
La sensibilidad única de Leonora Carrington (que hace poco ha cumplido 90 años) consigue que elementos tan divergentes como los del imaginario cristiano, oriental, medieval o contemporáneo, concurran a realizar la idea surrealista de la unión de los contrarios. Pero esta unión no ocurre sólo en el lenguaje, sino también en la estructura misma de la trama, una estructura fragmentaria. De esta manera, los cuentos de “El Séptimo Caballo”, como los de otros libros y también los cuadros de esta gran artista, logran una atmósfera fuertemente onírica, que se apoya en un lenguaje de exquisita factura.
Y aún así, ¿de qué tipo de “ensoñación” estamos hablando? Porque a estas alturas, pienso, no necesitamos más fantasía: el hombre actual ya tiene demasiado Imaginario. Tampoco, me parece, tiene mucho sentido el realismo “cinematográfico” en un mundo que promueve la escasez de pensamiento. Lejos de ello, las historias de este libro de incuestionable vigencia (aunque escrito entre 1937 y 1942) transcurren no en el espacio –un poco recetario últimamente- de “lo fantástico”, sino en el de lo onírico “pesadillesco”, aunque respiran también cierto aire de lo puramente maravilloso. No son, no obstante, cuentos “maravillosos” en el sentido de las clasificaciones de Todorov, a pesar de su atmósfera hermética; se trata más bien de textos de una fina ironía, a veces cruel, en los que los personajes, especie de elaboraciones simbólicas enraizadas en diversas tradiciones míticas (la Biblia, por ejemplo) giran alrededor del vacío humano, mientras van recorriendo lugares, atravesando paisajes, y destruyendo/recreando, en esa travesía, el mundo lamentable del “sentido común” que conocemos.


Inés Mendoza (Caracas, 1970) es escritora y arquitecta. Desde 1999 vive en Madrid. Ha colaborado con artículos, reseñas y relatos en medios de varios países. Premiada en el concurso de ensayos “El futuro es ya”, ha recibido igualmente el XI Premio de Narraciones Breves Villa de Torre Pacheco (2004) y el segundo premio en el Concurso Internacional casa de Teatro (2005), además de una mención en el Certamen Internacional de Letras Art Nalón (2006). Su trabajo como cuentista ha sido recogido en las antologías Tifoidea y otros cuentos, Voces Nuevas y Parábola de los talentos. Es miembro del colectivo surrealista La llave de los campos.

Fonte: http://masacreenlosjardines.wordpress.com/2008/09/23/153/

Tres cuentos




Leonora Carrington


EL CUENTO FEO DE LA MANZANILLA
Angelito estaba enfermo. Tenía gripa.
Su mamá lo encerró en su cuarto.
őAngelito, no te vayas a levantar de tu camita ődijo.
őNo mamá őcontestó Angelito.
Apenas se fue, Angelito se levantó y abrió la ventana.
Abajo pasaba una señora.
Angelito le hizo pipí encima.
La señora dijo: "Está lloviendo", y corrió.
A Angelito le gustó esto.
Tomó más té de manzanilla, para tener más pipí.
Pasó un señor y Angelito volvió a hacer pipí.
El sombrero del señor estaba todo mojado de pipí
őšTe pego! őle gritó muy enojado.
Angelito se escondió.
El señor se fue gritando. őšGente cochina!
Angelito se quedó en su cama hasta que vio venir al elefante
y el caballo.
Les hizo pipí.
El elefante subió al cuarto y se comió la camita de Angelito.
El caballo se subió sobre el armario y chupó la pintura de la pared.
Después hizo caca en el té de manzanilla.
őƑ Ya ves ? ődijo el elefante.

EL MONSTRUO DE CHIHUAHUA

En su tiempo de luna pequeña, camina el monstruo por esta
calle.
Se llama Chavela Ortiz.
No tiene domicilio.
Ni esposo.
Ni madre.
Ni padre.
Ni hijos.
Pero sí tiene seis patas
y una joya de oro y perlas, donde guarda
el retrato de Don Ángel Vidrio González
őJefe del Departamento Sanitarioő.
El monstruo dice:
Cincos y cuatros.
Cincos y cuatros.
Cincos y cuatros.
5 y 4; 5 y 4; 5 y 4 . . .
después hace el total.

CUENTO NEGRO DE LA MUJER BLANCA
La mujer blanca se vistió de negro.
Todito negro y negro.
Hasta sus mismas pijamas y su jabón.
Negro y negro todas sus cosas.
Como la noche, como el carbón.
Pero
Cuando lloraba aquella mujer
sus lágrimas eran azules
y verdes como los periquitos.
Lloraba mucho aquella mujer
y tocaba la flauta.
La
Mujer
Blanca
Vestida
De
Negro
Llorando
Y
Tocando
Su
Flauta.

Fone: http://www.jornada.unam.mx/2005/10/02/sem-cuentos.html

"Julio Cortázar: sus bregas, sus logros, sus quimeras"

Prólogo de Saúl Yurkievich de la edición de "Obras Completas de Julio Cortázar", cedido por Círculo de Lectores a Aviondepapel.com.

http://www.aviondepapel.com/cortazar/resenas/prologo.pdf

Termos literários para escritores

http://www.aviondepapel.com/encabina/encabina.htm

22 dogmas en torno al cuento breve


La Llave de los Campos aglutina a un grupo de escritores de cuentos, opuestos a la devastadora “normalización” de los usos y las prácticas en la escritura de ficciones, bajo el género hegemónico, históricamente regresivo –y cada día más excluyente- de la novela.

Denunciamos –en este sentido- el carácter uniforme, formulario, mecánico, conformista, banal, acrítico y profundamente imbécil de la mayoría de los productos editoriales que bajo el nombre de “novelas” renuevan cada mes la oferta del mercado.

Denunciamos la degradación de la novela a una variante escrita del telefilme. Denunciamos la conversión de la narrativa –a manos de los trusts editoriales- en un arma de docilización masiva.

Y denunciamos, por extensión, a los autores que se pliegan igual que niños obedientes a esta mistificación indigna, con la esperanza de constar –méritos no les faltan- en la lista de “los más vendidos”.

Dentro del territorio que nos es propio –el cuento–, deseamos, por lo mismo, desterrar de una vez el realismo de consumo, caduco y caligráfico, que no ha sido tocado por la crisis de la Modernidad, la invención insurgente, el coraje de la exploración y el norte irrenunciable de la utopía; y a este fín, enunciamos de un modo dogmático, y con carácter apremiante, las siguientes medidas de higiene estética:



22 dogmas en torno al cuento breve


1.- Prohibido escribir historias basadas en hechos reales.

2.- La verosimilitud de un cuento no deberá apoyarse en su supuesta “semejanza” con la realidad, sino en la coherencia interna – discursiva y/o estructural- del texto.
(Declaramos pieza de museo la narración figurativa. Escupimos sobre la tumba del realismo.)

3.- Prohibido alterar la secuencia cronológica del argumento con el fin de reforzar su interés.

4.- Prohibido dotar a la historia de un atractivo pueril, que dependa del escamoteo o la dosificación “estratégica” de información.

5.- Prohibidos los finales sorpresivos. Los finales felices. Los finales trágicos. Los finales demasiado concluyentes.

6.- Terminantemente prohibida cualquier historia apuntalada sobre una trama policial.

7.- El enunciador del texto –narrador o personaje- manifestará siempre su distancia (mediante la ironía, la incertidumbre, la intromisión reflexiva o de cualquier otra manera) con respecto a los hechos que narra.

8.- El cuento deberá mostrar su carácter de representación discursiva. La escritura habrá de tener intensidad, volumen, desfallecimientos, grietas. El cuento no debe querer decir algo. Debe querer decir.

9.- Prohibido escribir como habría escrito Carver, si hubiera sido idiota.

10.- Prohibido escribir de una manera “cinematográfica”.

11.- Prohibido escribir de lo que no se conoce. Prohibido escribir de lo que se conoce.

12.- La escritura de un cuento deberá transparentar sus influencias.

13.- Prohibida la “inocencia” (moral, política, histórica, estética, etc.)

14.- Prohibida la melancolía.

15.- Prohibidos los relatos protagonizados por “víctimas” (mendigos, vagabundos, oficinistas aburridos, amas de casa frustradas, presuntos niños del tercer mundo, putas de buen corazón…)

16.- Prohibido el casticismo. Prohibido el tono solemne.

17.- Prohibida la estereoscopía.

18.- Prohibido escribir bajo los efectos del alcohol o las drogas (Prohibido supeditar la ebriedad y el trance a algo distinto del propio acto de escribir.)

19.- Prohibido escribir un cuento cuando el autor ya conozca de antemano el final. Prohibida la premeditación. El relato es la huella que deja una deriva.

20.- El cuento deberá sustraerse a cualquier utilidad (didáctica, doctrinal, comercial, de entretenimiento, etc.)

21.- Prohibidos los cuentos de género (terror, romántico, viajes…) Prohibidos los cuentos ingeniosos.

22.- Prohibido escribir cuentos cuyo argumento pueda contarse fácilmente.

Fonte: LaLlavedelosCampos Escritura, creación e intervención surrealista

EL ENAMORADO

Leonora Carrington

Paseando al anochecer por una callejuela, hurté un melón. El frutero, que estaba escondido detrás de sus frutas, me atrapó por el brazo: “Señorita, me dijo, hace cuarenta años que espero una ocasión como ésta. Cuarenta años que me la paso escondido detrás de esta pila de naranjas con la esperanza de que alguien me arrebate una fruta. Y le digo por qué: necesito hablar, necesito contar mi historia. Si usted no me escucha, la entregaré a la policía.”

“Le escucho”, dije yo.

Me tomó del brazo y me llevó al interior de su tienda entre frutas y legumbres. Pasamos por una puerta, al fondo, y llegamos a un cuarto. Había allí un lecho en el que hacía una mujer inmóvil y probablemente muerta. Me pareció que debía estar allí desde hacía mucho tiempo pues el lecho estaba todo cubierto de hierbas crecidas. “Lo riego todos lo días”, dijo el frutero con aire pensativo.

“En cuarenta años nunca he llegado a saber si estaba muerta o no. Nunca se ha movido, ni hablado, ni comido durante ese lapso; pero lo curioso es que sigue estando caliente. Si usted no me cree, mire”. Y entonces levantó un ángulo de la cobija, lo que me permitió ver muchos huevos y algunos polluelos recién nacidos. “Usted ve, es el modo que utilizo para incubar los huevos (también vendo huevos frescos)”.

Nos sentamos a cada lado del lecho y el frutero comenzó a hablar: “La quiero tanto, créame. La he querido siempre. Era tan dulce. Tenía unos piesecitos ágiles y blancos. ¿Quiere usted verlos?” “No”, dije yo.

“En fin”, continuó diciendo con un profundo suspiro, “era tan hermosa. Yo tenía cabellos rubios, ella hermosos cabellos negros (ahora, los dos tenemos cabellos blancos). Su padre era un hombre extraordinario. Tenía una gran casa en el campo. Se dedicaba a coleccionar costillas de cordero. Por ese motivo llegamos a conocernos. Yo tengo una especialidad: sé desecar la carne con la mirada. El señor Pushfoot (ése era su nombre) oyó hablar de mí. Me invitó a su casa para desecar sus costillas a fin de que no se pudrieran. Agnes era su hija. Fue un amor a primera vista. Partimos juntos en barco por el Sena. Yo remaba. Agnes me hablaba así: “Te quiero tanto que vivo sólo para ti”. Y yo le decía lo mismo. Creo que es mi amor lo que la mantiene cálida; quizás está muerta, pero el calor persiste”. – “El año próximo”, prosiguió con la mirada perdida, “sembraré algunos tomates; no me asombraría que se desarrollaran bien allí dentro.” – “Caía la noche y no se me ocurría dónde pasar nuestra primera noche de bodas; Agnes se había vuelto pálida, muy pálida por la fatiga. Finalmente, apenas salimos de París, vi una cantina que daba sobre la orilla. Aseguré el barco y penetramos por la galería negra y siniestra. Había allí dos lobos y un zorro que se paseaban a nuestro alrededor. No había nadie más”.

“Llamé, llamé a la puerta que encerraba un terrible silencio. “Agnes está muy fatigada, Agnes está muy fatigada”, gritaba yo lo más fuerte que podía. Finalmente una vieja cabeza se asomó por la ventana y dijo: “No sé nada. Aquí el patrón es el zorro. Déjeme dormir: usted me fastidia.” Agnes se puso a llorar. No quedaba otro remedio: tenía que dirigirme al zorro. “¿Tiene usted camas?” le pregunté varias veces. No respondió nada: no sabía hablar. Y de nuevo la cabeza, más vieja que antes, que desciende suavemente desde la ventana, atada a un cordoncito: “Diríjase a los lobos; yo no soy el patrón aquí. Déjeme dormir, por favor”. Acabé por comprender que esa cabeza estaba loca y que no tenía sentido continuar. Agnes seguía llorando. Di varias vueltas alrededor de la casa y al fin pude abrir una ventana por la que entramos. Nos encontramos entonces en una cocina alta; sobre un gran horno enrojecido por el fuego había unas legumbres que se cocían solas y saltaban por sí mismas en el agua hirviendo; ese juego las divertía mucho. Comimos bien y después nos acostamos sobre el piso. Yo tenía a Agnes en mis brazos. No pudimos dormir ni un minuto. Esa terrible cocina contenía toda clase de cosas. Una enorme cantidad de ratas se había asomado al borde exterior de sus agujeros, y cantaban con vocecitas aflautadas y desagradables. Había olores inmundos que se inflaban y desinflaban uno tras otro, y corrientes de aire. Creo que fueron las corrientes de aire las que acabaron con mi pobre Agnes. Ya nunca más se recobró. Desde ese día habló cada vez menos”.

Y el frutero estaba tan cegado por las lágrimas que no tuve dificultad en escaparme con mi melón.

Tomado de “Antología de la poesía surrealista”. Aldo Pellegrini (Editorial Argonauta), Barcelona-Buenos Aires, 1981

Traducción de Aldo Pellegrini del libro de Leonora Carrington “La Dame Ovale” (1939, París)


Fonte:
lallavedeloscampos

Começa amanhã o maior Festival de Cinema Francês no Brasil

abandonados em tarefa de Sísifo


Se o sonho às vezes prevê coisas futuras, elas já estão escritas. Até que ponto então podemos realizar mudanças? Este não é o destino?
Uma patologia psíquica faz parte do destino de alguém? Quero dizer que, se alguém sonha com um homem do gelo, ainda criança, pode-se prever um destino trágico no futuro? Até que ponto este destino é tratável ou censurável, já que é destino?
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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Obras de escritores gaúchos em filmes

Comecei a ler Hotel Atlântico de João Giberto Noll e estou bem a fim de ver o longa metragem de Suzana Amaral, baseado na obra.

E, em primeiro de dezembro, no Santander Cultural, aconteceu lançamento do dvd Uma Valsa para Bruno Stein, de Paulo Nascimento, baseado no livro do Charles Kiefer, um dos meus preferidos. Espero gostar tanto quanto.

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Bibliografias

Bibliografia Núcleo de Dramatugia SESI SP

POÉTICA
Aristóteles (há várias traduções possíveis).
A EXPERIÊNCIA VIVA DO TEATRO
Eric Bentley – Coleção Palco e Tela
Zahar Editores, 1981
O DRAMATURGO COMO PENSADOR
Eric Bentley - Editora Civilização Brasileira, 1991
TEATRO GREGO – TRAGÉDIA E COMÉDIA
Junito de Souza Brandão - Vozes, 1984
PARA TRÁS E PARA FRENTE – UM GUIA PARA LEITURA DE PEÇAS
TEATRAIS
David Ball – Coleção Debates - Ed. Perspectiva, 1999
LER O TEATRO CONTEMPORÂNEO
Jean-Pierre Ryngaert – Ed. Martins Fontes, 1998
TRÊS USOS DA FACA – SOBRE A NATUREZA E A FINALIDADE DO DRAMA
David Mamet - Ed. Civilização Brasileira, 2001
DICIONÁRIO DE TEATRO
Patrice Pavis – Ed. Perspectiva, 1999
A ANÁLISE DOS ESPETÁCULOS
Patrice Pavis – Ed. Perspectiva, 2005
MITO E REALIDADE
Mircea Eliade - Coleção Debates, Editora Perspectiva, 1972
TRAGÉDIA MODERNA
Raymond Williams - Ed. Cosac & Naify, 2002
PROBLEMAS DA POÉTICA DE DOSTOIÉVSKI
Mikhail Bakhtin - Forense Universitária,1997
O TEATRO ÉPICO
Anatol Rosenfeld - COLEÇÃO DEBATES – Editora Perspectiva, 1985
O TEATRO BRASILEIRO MODERNO
Décio de Almeida Prado – COLEÇÃO DEBATES - Ed. Perspectiva, 1988
O TEXTO NO TEATRO
Sabato Magaldi – Ed. Perspectiva, 2001
TEORIA DO DRAMA MODERNO [1880-1950]
Peter Szondi – Cosac & Naify, 2001
TEATRO PÓS-DRAMÁTICO
Hans-Thies Lehmann - Ed. Cosac & Naify, 2007
O RISO – ENSAIO SOBRE A SIGNIFICAÇÃO DO CÔMICO
Henri Bergson – Ed. Zahar, 1983
WRITING A PLAY
Gooch, Steve - A & C Black Publishers Limited. 2004
PlAYWRITING
Greig, Noel - Routledge, USA, 2005




Psicologia junguiana
EDINGER, Edward F. Ego e Arquétipo, SP, Cultrix, 1989
HILLMAN, James. Estudos de Psicologia arquetípica, RJ, Achiamé, 1981
JAFFÉ, Aniela. O Mito do Significado na Obra de C. G. Jung, SP, Cultrix, 1989
JUNG, Carl Gustav. Obras Completas, Petrópolis, Vozes
JUNG, Carl Gustav. O Homem e Seus Símbolos, RJ, Nova Fronteira, 1964
JUNG, Carl Gustav. Memórias Sonhos e Reflexões, RJ, Nova Fronteira, 1961
NEUMANN, Erich. História da Origem da Consciência, SP, Cultrix, 1990
SILVEIRA, Nise. Imagens do Inconsciente, RJ, Alambra, 1981
VON FRANZ, Marie-Louise, C.G.Jung, Seu Mito em Nossa Época, SP, Cultrix, 1992
WHITMONT, Edward C. A Busca do Símbolo, SP, Cultrix, 1994
ZWEIG, Connie, e ABRAMS, Jeremiah.(organizadores). Ao Encontro da Sombra, SP, Cultrix, 1994
HILLMAN, James. O Código do Ser, RJ, Objetiva, 1997
MINDELL, Arnold, O Corpo Onírico, SP, Summus, 1989
NEUMANN, Erich. A Criança, SP, Cultrix, 1991
SAMUELS, Andrew e Colaboradores. Dicionário Crítico de Análise Junguiana, R J, Imago, 1988
SHARP, D. Tipos de personalidade, SP, Cultrix, 1990
VON FRANZ, M. L. & HILLMAN, J. A tipologia de Jung, SP, Cultrix, 1990
BOLEN, Jean Shinoda. A Sincronicidade e o Tao, SP, Cultrix, 1991
CLARKE, J. J. Em Busca de Jung, RJ, Ediouro, 1993
FRANZ, Marie-Louise von. Adivinhação e sincronicidade, SP, Cultrix, 1985
HILLMAN, James. Suicídio e alma, Petrópolis, Vozes, 1993
HILLMAN, James. Uma busca interior em psicologia e religião, SP, Paulinas, 1985
PROGROFF, Ira. Jung, Sincronicidade e destino humano, SP, Cultrix, 1989
Tuiavii. O Papalagui, SP, Marco Zero. 1987
GUGGENBÜHL-CRAIG, Adolf. O abuso do poder na psicoterapia e na medicina, serviço social, sacerdócio e magistério. RJ, Achiamé, 1978
SANFORD, J. Os Parceiros Invisíveis, SP, Paulus, 1986
STEIN, Robert. Incesto e amor humano, SP, Símbolo, 1978
STEINBVERG, Warren. Aspectos Clínicos da Terapia Junguiana, SP, Cultrix, 1992
BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia Grega, Petrópolis, Vozes, 1989
CAMPBELL, Joseph. O poder do mito, SP, Palas Athena, 1990
FIERZ, Heinrich Karl. Psiquiatria junguiana, SP, Paulus, 1997
HILLMAN, J. O mito da análise, RJ, Paz e Terra, 1984
KERÉNYI, Karl. Os Deuses Gregos/Os Heróis Gregos, SP, Cultrix, 1994
SALAND, N. S. A Personalidade limítrofe, SP, Cultrix, 1989
VON FRANZ, Marie-Louise. Reflexos da alma, SP, Cultrix, 1992
SAMUELS, Andrew. Jung e os Pós-Junguianos, RJ, Imago, 1989
SANFORD, John. Os sonhos e a cura da alma. SP, Paulinas, 1991
WHITMONT, Edward e S. Pereira. Sonhos um portal para a fonte,SP, Summus, 1995
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico, SP, Cortez, 2000
CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia, SP, Ática, 1995
Brandão, Junito de Souza (1998). Mitologia Grega –– Petrópolis: Ed. Vozes, 1998, vol 2, pp. 113-140.
Byington, Carlos A.B. (2008). Psicologia Simbólica Junguiana – São Paulo: Ed. Linear B, 2008, capítulos 1, 2, 3 e 4.

Real é o que produz efeitos, Carl Jung

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