terça-feira, 26 de outubro de 2010

Assis Brasil será o secretário de Cultura de Tarso no RS

Pasta volta a ser ocupada por nome forte da classe artística



A primeira secretaria a ser ocupada no governo Tarso Genro (PT) já está definida. Em 1º de janeiro, quando o petista assumir o comando do Piratini, Luiz Antonio de Assis Brasil será o novo secretário de Cultura do Rio Grande do Sul. O convite já foi feito e aceito, assim como aconteceu com o economista Mauro Knijnik, que ainda não tem definida a pasta que irá ocupar.

A admiração do governador eleito pelo escritor porto-alegrense não vem de hoje. Em 1978, Tarso, como crítico literário, comparou Assis Brasil ao alemão Thomas Mann, Nobel de Literatura em 1929 e autor de A Morte em Veneza. Assis Brasil era, então, um escritor iniciante, tendo lançado seu primeiro romance apenas dois anos antes. Confirmado nessa segunda-feira como novo secretário de Cultura, o multipremiado escritor mostra ter também a admiração política de Tarso.

Escritor, advogado, professor, administrador e músico

Nascido em Porto Alegre mas criado no interior gaúcho, em Estrela, Assis Brasil é um artista multifacetado. A advocacia foi a primeira de suas artes, tendo se formado na (PUCRS) em 1970. A magistratura foi a segunda, da qual não se afastou mais desde que nela ingressou, em 1975. Desde 1985, inclusive, Assis Brasil ministra a principal oficina literária do Rio Grande do Sul, no programa de pós-graduação da Faculdade de Letras da PUCRS.

Como administrador cultural, o novo secretário também já ocupou diversos cargos. Foi, por exemplo, chefe da secção de Atividades Artísticas da prefeitura de Porto Alegre, diretor do Centro Municipal de Cultura de Porto Alegre, e diretor do Instituto Estadual do Livro. Atualmente, é Coordenador-Geral do Espaço de Documentação e Memória Cultural da PUCRS, Membro da Associação Internacional de Lusitanistas e Membro Fundador da Associação Cultural Acervo Literário de Erico Veríssimo.

Tendo tocado violoncelo na Orquestra Sinfônica de Porto Alegre por quinze anos, é na literatura, porém, que o nome de Assis Brasil se agiganta. Todos os dedos das duas mãos não são suficientes para contar os prêmios de grande importância que já foram entregues a ele. Já seu primeiro livro, Um quarto de légua em quadro, foi agraciado com o Prêmio Ilha de Laytano. Assis Brasil já recebeu também o Prêmio Literário Érico Veríssimo e o Prêmio Açoriano de Literatura. Foi também patrono da Feira do Livro de Porto Alegre em 1997.

Família e apoio a Tarso

Descendente de açorianos por parte de pai e de mãe, o escritor tem fortes relações com a terra dos antepassados, tendo inclusive lecionado na Universidade dos Açores. Assis Brasil não estará sozinho na difícil tarefa de comandar uma pasta que, nos últimos anos, teve orçamento reduzido no Estado. Sua esposa, a escritora Valesca de Assis, é também sua principal conselheira e companheira.

No início de setembro, o casal manifestou apoio à candidatura de Tarso, em um texto que define o novo governador como “um modelo de político que sabe unir posições enérgicas de enfrentamento com o exercício da compaixão e da solidariedade”. Agora é Tarso quem confia a Assis Brasil uma grande responsabilidade.
 
Enviado pela colega de oficina Marinella Peruzzo.

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Greig, Noel - Routledge, USA, 2005




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