domingo, 28 de fevereiro de 2010

Besouro: "sem noção"




Fiquei muito decepcionada com o a versão Matrix do filme Besouro. O que há de mais lindo e comovente nesta personagem histórica é a resistência através da principal arma que dispunha: o corpo - com suas limitações e superações. Os efeitos então são mesmo estúpidos, além do que pouco exploram os movimentos da arte. E ainda termina distorcendo, ou melhor, reduzindo a luta de Besouro Preto somente a prática da capoeira, liberada no Governo do Getúlio Vargas (de forma vigiada- em recintos fechados e com alvará da polícia) como meio de legitimação do governo ditatorial.
Considerei interessante explorarem o sincretismo religioso e fiquei boba com a performance dos atores. É mesmo uma pena que, para tratar de um tema tão nosso, tenha sido escolhida uma linguagem nada a ver e completamente despropositada. Muito ridículo já que Besouro lutava, acima de tudo, por uma identidade.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Oceano

Chagall


Escrevi minha primeira micro-novela. Criei um blog específico para ela: http://micronovelaoceano.blogspot.com/
Voltarei ao texto, sempre que não me der por satisfeita ou se me apetecer fazer alguma alteração, porque a terminei agora e não tive o distanciamento necessário. 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010



Vicent Van Gogh disse que a arte é a gente acrescentar-se à natureza, à realidade, à verdade, mas com um significado, com uma concepção, com um caráter, que cada doido ressalta, e aos quais dá expressão, resgata, distingue, liberta, ilumina.

SANTA SEDE


OFICINA DE CRÔNICAS EM BOTECO



MINISTRADA POR
RUBEM PENZ


Quando falamos de crônica, nos reportamos a um gênero literário com escritores boêmios por natureza: nada mais informal, cotidiano, bem humorado e espirituoso do que uma turma de amigos em torno de uma boa mesa de bar. Inegavelmente, muitos dos maiores cronistas brasileiros, de agora e do passado, colheram e plantaram seus temas, reflexões e pronúncias neste ambiente tão fértil. Ainda mais quando a conversa seguiu regada por um chope dourado e de colarinho perfeito. Por isso, nada pode ser mais natural do que ambientar uma oficina literária de crônicas em uma mesa de boteco. E não em um boteco qualquer: foi escolhido o Matita Perê, um dos mais simpáticos espaços de lazer da Cidade Baixa, berço da boemia porto-alegrense.
Uma proposta ousada, pois se resume a uma mesa reservada para a turma em um determinado dia da semana, sem nenhum isolamento ou preparação especial. Ao contrário: disposta de modo a ter a conversa contaminada pelo burburinho do entorno, interrupções do garçom, chegada de amigos e toda sorte de ocorrências de um lugar público. No momento em que determinado texto for lido, seja pelo orientador, seja pelo oficinando, o ato precisará conter o mesmo ímpeto de quem quer ter sua opinião levada em conta durante um debate acalorado.
Os temas escolhidos são os mesmos que já se empilham como bolachas de chope sobre a mesa literária: futebol, sexo, trabalho, casamento, filhos etc. As pequenas implicâncias do dia-a-dia, as lembranças e a própria rotina dos bares também serão invocadas para, com elas, desenvolver os mais diversos tipos de abordagens utilizados por cronistas famosos, estudados em formato de oficina literária. Ao final, como quem compila as dores e alegrias humanas, surgirá uma antologia impressa: Santa Sede, crônicas de boteco. Um livro para dizer muito de seu tempo e de seu espaço, algo para eternizar a riqueza que, de outro modo, tenderia a sumir, ofuscada pelo inevitável alvorecer.

ESTILOS A SEREM DESENVOLVIDOS PELOS OFICINANDOS:
1. CRÔNICA/ARTIGO
Texto em primeira pessoa, contendo a opinião do autor sobre determinado tema.
2. CRÔNICA/CONTO
Pequena história desenvolvida pelo cronista para comentar nosso cotidiano.
3. CRÔNICA EM PROSA POÉTICA
A crônica, texto em prosa, apresentando em seu bojo alguns recursos estilísticos do gênero poesia.
4. CRÔNICA/PARÓDIA
Crônica que se utiliza flagrantemente de uma obra famosa para desenvolver seu tema.
5. CRÔNICA MIMÉTICA
Receita culinária, bula de remédio, memorando, anúncio classificado ou qualquer outro texto servindo de crônica.
6. CRÔNICA COM ARMADILHA
Texto desenvolvido de modo a ocultar um objeto, ação, pessoa etc, fazendo o leitor crer que se está falando de outra coisa.
7. CRÔNICA/CONTO HÍBRIDA
Crônica que começa com a mesma forma de um artigo para, no final, utilizar-se de um mini-conto para ilustração.
8. CRÔNICA/RESENHA
Comentário que parte de um filme, música, livro, peça de teatro ou outra manifestação artística para tratar da vida.
9. CRÔNICA DE EFEMÉRIDE
Crônica cujo tema nasce de uma efeméride: Dia das Mães, dos Pais, Natal, Páscoa etc.
10. CRÔNICA ESPORTIVA
O futebol (principalmente) e outros esportes servindo de mote para comentar aspectos de nosso cotidiano.

Informações e inscrições:
rubempenz@yahoo.com.br

sábado, 13 de fevereiro de 2010

A cegueira

Se alguém me indicar onde encontro a transcrição da Conferência ditada por Jorge Luis Borges, em 3 de agosto de 1977 no Teatro Coliseo de Buenos Aires, agradeço.

Encantado pela bruxa má


Na minha cidade natal- Camaquã, buraco das vespas em tupi-guarani, havia um homem que andava de carroça, a juntar latas de azeite. Ele confeccionava com elas canecas e o próprio nariz, que não tinha. Minha mãe disse-me para não ficar olhando, mas um dia, ele sentou-se nas escadas da minha casa e nem reparou minha presença. Observei-o de perfil  (e)ternamente.

O sacrifício do Rei



Em memória de Iro Lang
Só a bailarina que não tem
Nem unha encardida, nem dente com comida
Nem casca de ferida ela não tem
Chico Buarque

Faltam poucos dias para as brincadeiras do Carnaval. Ele excitado atende a porta de calção e camiseta. Catarina Helena reconhece as bochechas rosadas e o cabelo de milho do amigo Momo, que já vai para o terceiro ano de reinado. Estão ali os mais de 120 quilos, julgados por simpatia, comunicação e desenvoltura no samba.
Mostra fantasia em tecido brilhante cheia de guizos, resplendor de plumas amarelas, coroa gigantesca e botas de plataforma. Torna-se filho das noites e, de dia, mascara zombadeiro o cansaço do corpo e o peso da roupa. O monarca sorri, samba e abana também nos bailes infantis.
Padeiro, filho de agricultores, mais uma vez larga as fornadas pela chave da cidade, que o coloca lá no alto, em carro alegórico, a ver cá embaixo o delírio do povo. Momo Aqui cheguei eu, o rei Momo. Oferecem-lhe jantares, bebidas, diversões no mundo sem desníveis, descerrado por ele, Rei do Carnaval, monarca do riso e da loucura, sim senhor!Sentam-se no sofá da sala quase vazia, que tem uma mesa de vidro redonda com flores de plástico ao centro. Ele revela que já na quarta-feira de cinzas, vai se internar para uma cirurgia de redução do estômago. E o reinado?
- A partir do ano que vem, o peso mínimo será oitenta quilos.
- Não há riscos?
- O médico falou que não é uma cirurgia plástica - explica. - É um procedimento drástico.
O estômago dele com volume de três litros vai para trinta mililitros.
- Do tamanho de um copinho de café! - entusiasma-se. - Meu intestino de oito metros ficará com cinco.
- É - diz Catarina Helena - ficarás irreconhecível com alguns metros a menos de tripa. Ele se ri.
Quarta-feira, adeus à carnevalle, volta à rotina e às personas. Sucos estomacais vazam para o abdome, causando complicações. É sepultado com roupa de rei.
Acabou, quem comeu se regalou.

Conto produzido na oficina literária Assis Brasil, premiado pela Academia Dorense de letras e publicado na Antologia do concurso, edição 2008

Macaco



Anotei num dos meus cadernos, mas não tenho a fonte. Talvez seja do livro O Feminino do Ser- Para acabar de vez com a costela de Adão, de Annick de Suzanelle.

Em todas as tradições este animal é símbolo de sabedoria, mas ele arremeda a verdade que não pode ser recebida do exterior, mima-a para que o homem a adivinhe e a receba do interior; ele é o modelo do palhaço, do humor e de todas as facécias que transmitem qualquer mensagem essencial através do riso. Agitado pelo riso, o Homem torna-se acessível ao que não poderia ser aceite friamente.

Mark Ryden
laurie liptonFrida K.
Collete Calascione

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Já fui Miss

Quando era adolescente, 15 anos, elegeram-me Rainha da Banana do Passo de Torres. No ano seguinte, fui passar a faixa. O locutor revelou a vencedora, partilhei-lhe a emoção, abraçando-a, sob aplausos da comunidade. O baile prosseguiu, e minha sucessora aproximou-se.
― Tu não podes mais usar a faixa. Agora eu sou a Rainha da Banana.
― Ué, eu sou a Rainha da Banana de 85, e tu, a Rainha da Banana de 86.
Insistiu até quase arrancar-me a distinção, trespassada ao dorso sobre o vestido amarelo de organza e paetê .
Acabou a noite agarrada num tipo abacaxi. Bem feito.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O ritmo no coração, na respiração e na prosa

companhia Sankai Juku

Quando escrevo meus contos, há um ritmo, como uma música, que se impõe. Já tentei mudá-lo, mas caio nele. Estranho ouvirmos música (combinação de sons e silêncios) na prosa. É mágico. Aprecio muito o som de Lobo Antunes, Saramago, Gabriel Garcia Marquez, Ubaldo, entre muitos outros. Gostaria de aprofundar este tema, a partir das abordagens da teoria musical e da dança (butô).

Das saudades


Este ano, ainda não senti o mar. Domingo vou de mala, cuia (de chimarrão) e cachorro. Estou com saudades do sal na boca, do cheiro fresco, do encrespamento das ondas ao corpo, pegar jacaré, comer milho verde, mariscos, viola frita, tomar caipirinha, limonada e cerveja. Há uma peixaria que serve porções de bolinhos de peixe. No ano passado, bateu uma emoção muito forte, porque sempre ia ali acompanhada do meu avô, enquanto esperávamos os pescadores recolherem as redes para comprarmos peixes frescos. Logo que chegaram, corri para ajudar a puxá-la, com a panela na mão. Depois comecei a catar os siris que vêm presos à rede. A garra de um deles prendeu-me, mas não foi pelo dedo que chorei. Há coisas que ainda podemos resgatar, outras não. Se o vô estivesse, se colocaria a rir: outro lá, corre. Eu corri.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Dança da chuva


Kui-kai-kana, manekana, manelatcha, Kui-kai-ki, Kui-kai-ká
Kui-kai-kana, manekana, manelatcha, Kui-kai-ki, Kui-kai-ká
Oniko tchelmo, tchelmo, tchelmo, tchelmo, bumba, bumba, pé, pé, pé

A arte sucede. O efeito estético é inexplicável


 


Com Whitman não havia escalas de valores bem-mal, prazer-desprazer. Era o poeta da vastidão cósmica. Pertencia a uma terra de calor sensual que nega o inverno. Religião, filosofia e ciência coexistem em sua obra em assombrosa unidade. Tudo se resumia ao problema do mistério da vida. Acercava-se dos seres e das coisas com adorável reverência, em tudo descobria o espírito de Deus. Acreditava no parentesco de Deus com o homem. Tinha uma participação mística com tudo: pedra, animal, planta, homem enfermo, homem ladrão, homem bom, enfim com todos. As dores da humanidade eram suas dores.
Não lhe era estranho o movimento dialético da natureza e a necessidade da mente de congelar momentos, de imobilizá-los, buscando a conceituação. As coisas tinham movimento, cada coisa poderia ser simultaneamente o seu contrário. O lógico formal, ao dizer que uma coisa é o que é, cancelou níveis de movimento, cancelou a troca. Para ele, as coisas tinham possibilidade de se transformarem em outras coisas.
Hoje sabemos que o âmbar é o resultado da transformação da resina, que os hidrocarbonetos, com seus gases, líquidos e corpos sólidos surgem da mutação de substâncias vivas em minerais. Substâncias vivas sustentadas pela energia cujo destino é recorrer em misteriosa peregrinação por incalculáveis estados, engendrando vida e morte. A energia que transforma possibilita múltiplos existires. A troca é lei universal. Seria impossível a troca, se ela mesma não fosse o seu contrário.
Whitman dominava os profundos arcanos do existir, sabedor de que evolução, transformação, metamorfose, mutação, são graus da troca. Sua filosofia se sustentava na troca e não na estratificação.
Ele era do tipo que corria atrás de um elétrico, desalojava o condutor e transformava-se em condutor. Uma vez que um amigo adoeceu- por um ano, o substituiu e lhe entregava o salário a cada final de mês. Tinha ódio da escravatura e, durante a Guerra de Secessão, trabalhou como enfermeiro.
Com 36 anos publicou seu primeiro livro: Hojas de Hierba. Os poucos que leram receberam mal sua obra. Os livreiros retiraram os 800 exemplares com capa de flores e ervas e tudo foi um fracasso. Respeitáveis homens das letras diziam que ele tinha péssimo gosto, reprovando o atrevimento de enviar semelhante livro. Só teve um admirador. Perto de se completar quase 190 anos de seu nascimento, os que lhe criticaram desapareceram, dissolveram-se na universalidade das coisas... Em troca a história guarda o nome de Walt Whitman.
Era possuidor de uma enorme cultura. Recebia todo conhecimento como se fosse a maior graça. Intuía que através das experiências podia saber de si e dos outros e pelos outros saber mais de si. Em certo momento de sua vida abandonou a cultura dos livros e se lançou em todas as direções do mundo: ...”separo-me das escolas e das seitas, deixo-as para trás,me serviram, não as esqueço”
Com a industrialização, viu que as coisas e o homem se transformavam: os costumes se revolucionavam, motores de progresso e seguro caminho para a materialização dos valores mais apreciados pelo homem. Os países que não os adotavam mostravam rapidamente seu atraso. Ele dizia, com relação aos senhores feudais, que havia algo abominável sob suas belas vestes. Whitman sabia da luta feroz do feudalismo para não substituir a produção escravista. Entretanto a nova democracia capitalista também mostrava suas contradições e Whitman escreveu Perspectivas democráticas, alertando. Já ali, havia corrupções, fraudes, desonestidade das pessoas de negócios e de serviços públicos, suborno, fraude e más administrações. Viu-se tomado de amarga emoção, denunciando. Esqueceu que a riqueza e sua acumulação, levadas à princípio nacional e virtude de uma época, é o que propulsiona o capitalismo. Sociedade dura, sem coração, que afirma sua filosofia na riqueza.
Whitman tomou com fervor a religião panteísta. No passado, sustentava-se que o homem não poderia conhecer a essência das coisas, porque isso significaria conhecer a Deus. Pois Whitman via Deus em todas as coisas.
A cisão homem natureza acarreta na ordem moral um movimento de resposta. A animalidade sexual se transforma em paixão amorosa, o homem cobre-se, iniciando uma profunda e interminável hierarquização moral. Cada experiência vivenciada pela sensibilidade, intelectualizada pela razão, o subtrai da subordinação imediata da natureza. Tornando-o mais débil como animal, mas mais forte como ser humano. O animal, cancelado seu ciclo de desenvolvimento bioenergético e fechada a abertura ao crescimento cultural, não participa da tribulação e instabilidade do homem. E, como homem, nem sequer ao morrer perde sua vida, privado da consciência dramática da morte, não pode viver a exaltação da vida. Sua morte é um lamentável cancelamento biológico e somente neste nível sente a perturbação de sua unidade quebrada.
O homem se lamenta pelo que deveria ter sido e foi. Sente a nostalgia pelo que é e já não é e agoniza em desgarrante inquietude pelo que deve ser e pelo que não foi. Dentro das espécies animais, só o homem pode recriar-se. Por ele, tudo está impregnado por juízos de valor. Cada instante, cada dia, traz renovadas proposições.
Se interrogarmos a ele a origem do nervoso desejo de querer ser outra coisa, a resposta é o impulso para a liberdade. Cada ser deseja evadir-se, libertar-se de sua realidade existencial. O ser humano recorre seu infinito caminho, movido pelo impulso irrefreável de liberdade, saltando dialeticamente de categoria em categoria, conquista mundos ontem inacessíveis e avança sem fim. Whitman pergunta a sua alma:
― Quando abarquemos estes mundos, e o conhecimento e o gozo que encerram, estaremos ao fim fartos e satisfeitos?
― Não, uma vez alcançados, prosseguiremos o caminho.

Excertos do prólogo escrito por Borges em Hojas de Hierba.

Viver entre os animais

..."são tão secretos e tão plácidos"...

Walt Whitman

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Febre amorosa


Encomendei A Febre Amorosa, do escritor brasileiro Eustáquio Gomes. Tenho a intuição- devido a uma pitadinha do texto dele que tive o privilégio de ler, que é um grande autor, não perdendo nada para o Ubaldo Ribeiro, por exemplo. Depois, conto.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Crônicas do autocarro

Maggie Taylor


De certo, a ruiva era uma barata. Elas resistem até à bomba atômica. Gosto das Crônicas do autocarro. São muito legais as percepções, ao mesmo tempo que angustiam a gente, porque nada de fantástico ou maravilhoso acontece, como se houvesse chumbo nos pés, mas a cabeça ... Minha mãe me imitava, a observar as pessoas no ônibus. Ela ficava sentada no sofá, com os ombros meio caídos, cara de songa e boca aberta, movendo a cabeça de baixo para cima- eu me mijava de rir. Tenho saudades, porque ela dava muita leveza à minha vida. Uma vez sentei-me no banco do ônibus que dava quase na bunda no senhor cobrador- sujeito baixinho, gordo, nariz esparramado, cabeça chata e que usava sempre uma touca de lã. Era inverno, as janelas estavam todas fechadas, e ele peidou. Outra vez uma velhinha linda, sem dentes, sentada bem no banco da frente, distraída comia uma banana caturra. A cada vez, introduzi-a inteira na boca, resvala-a para fora novamente e acabava somente chupando e mordiscando a ponta. E, de outra, um homem coçou a cabeça e encheu meu colo de caspa. Mais drástico foi quando um cara, a fazer gracinha com a mulher de outro, recebeu uma cabeçada e caiu desmaiado no meu colo.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Até logo!

Vou dar um tempo no blog. Tenho que terminar o trabalho da especialização em Tragédia Grega da Terreira da Tribo- que já deveria ter entregue, e fazer meu próprio micro-romance. Mas vou fazer como o Saramago, se me der vontade, volto.

Márcia Tiburi dá dicas de escritura


Para entender o próprio processo criativo, a filósofa e escritora Márcia Tiburi sugere que se crie uma metáfora. Por exemplo: escrevo como fulano pinta quadros, escrever é como quebrar copos, e por aí. Outra dica é desenvolver um projeto de um micro-romance com seis capítulos de apenas uma página cada um, exercício árduo para quem pretende a realização de um romance logo de início. Mas o propósito é justamente elaborar e digerir melhor as idéias, observar e analisar a linguagem e refletir no sentido do que se escreve. "[Um livro] não pode nascer prematuro. Livro ruim é desses que nascem antes da hora, prepotentes, ansiosos, publicados antes de ficarem um tempo no formol. As pessoas têm uma agonia para publicar e aí dá nisso", observa.
Além do micro-romance, Márcia orienta fazer um diário do romance (eu já havia iniciado algo do gênero numa idéia que tinha), ou seja, anotar em um caderninho observações, idéias, impressões e desabafos sobre o processo ― tudo que não entraria no projeto de livro. O diário é útil quando se perde a "inspiração" para continuar ou mesmo terminar o romance, evitando assim o distanciamento do projeto. "Travar não é ruim, é muito comum, por sinal. O que é ruim é a indisciplina, porque se se vive o romance, pode travar, desviar, mas está ali", explicou Márcia.
Fazer um mapa do romance também é uma boa e um desafio- transformar em figuras, símbolos e desenhos uma narrativa que se forma com palavras. A intenção é fazer com que se pense em um fio condutor do romance, na criação da história e dos personagens. "Cada um tem seu método: uns preferem escrever com o começo, meio e fim já em mente, outros preferem ir descobrindo o que acontecerá com a história ao longo do processo, mas não se deve escrever pensando em qual será a moral da história que irá contar", diz.
E, por fim, encontrar o próprio caminho e estilo para criar é mais importante que teorizar sobre literatura. Roland Barthes, em A preparação do romance (vol. I, livro indicado por Márcia, além de Romance das origens,origem dos romances,de Martha Robert), afirma: "se quer escrever, eis, de fato, a própria matéria da escritura, portanto, somente obras literárias dão testemunho do Querer-Escrever ― e não os discursos científicos".

Fonte Digestivo Cultural

O Cachafaz

Imagino Carlos Montecchia, a cerejinha do bolo de Nome de Tango, de Manuel Marmelo, com o aspecto físico do escritor Federico Andahazi.

Amoroso Mirmecoleão

Sobre Instruções para caçar o mirmecoleão

O mirmecoleão tem quatro pernas, e não seis. A cabeça e o capuz do clitóris apareceram num desenho anatômico pela primeira vez em 1559, quando seu "descobridor", o italiano Realdo Colombo, o descreveu como "uma coisa assim tão bela, assento do delírio da mulher". No entanto, cabeça e capuz são apenas a parte externa de um órgão muito maior, que parece, e a metáfora não poderia ser mais adequada, uma formiga de quatro pernas. Duas dessas pernas descem por dentro, acompanhando os lábios da vagina. As outras duas seguem para o interior, acompanhando, de cada lado, a uretra até quase a bexiga. O argentino Federico Andahazi  escreveu O Anatomista- obra de ficção, baseada na descoberta de Colombo. Eu o li, e é um dos meus preferidos.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A companheira

O morto bem próximo dos homens

corpse bride

Os gregos antigos, segundo Fustel de Coulanges, encaravam a morte não como uma dissolução do ser, mas como uma simples transformação da vida. Acreditavam que os mortos continuavam a viver sob a terra, mesmo depois que se estabeleceu o costume de queimar os corpos. A alma para eles permanecia associada ao corpo, nascida com ele e a morte não a separava. Permanecia encerrada com o corpo no túmulo. Os ritos fúnebres são testemunhos desta crença.
Quando se sepultava um corpo acreditava-se estar colocando ali algo vivo. Era costume ao fim da cerimônia fúnebre chamar três vezes a alma do morto pelo nome que usara durante a vida. Faziam-lhe votos de vida feliz sob a terra. Alceste, que para mim é um drama satírico e não tragédia, devido ao tom e por questionar estas crenças, na medida em que Eurípedes, coloca na boca de Alceste O tempo moderará tua dor; os mortos nada mais são... , de Admeto: Os mortos, mortos estão, o discurso de Feres de regozijo à vida, que nunca pensou me morrer no lugar do filho, e Hércules, que afirma nunca ter sido invocador de almas. Ou ainda o diálogo entre Admeto e Hércules:
ADMETO
Quem deve morrer, já está morto; e quem está morto, já não existe...
HÉRCULES
No entanto, ser e não ser são coisas muito diferentes.

Os ritos fúnebres mostram claramente que quando se sepultava um corpo acreditava-se estar colocando ali algo vivo (Ilíada XXIII). Faziam-lhe votos de vida feliz sob a terra, aí conservando sentimentos de bem estar e sofrimento- Que a terra te seja leve, Passa bem, eram expressões utilizadas. Escrevia-se no túmulo que o homem ali repousava, expressão que atravessou os séculos até nós. Ainda a empregamos, embora ninguém considere que um ser imortal repousa num túmulo. Na antiguidade acreditava-se tão firmemente que um homem ali vivia que não se deixava jamais de enterrar com o morto os objetos dos quais se supunha que teria necessidade: vestes, vasos, armas. Alceste, Eurípedes:

Feres – (...)Recebe estes ornatos, e deposita-os na sepultura.(...)
...
Admeto – (...)Alceste não usará, nunca! — os ornatos que lhe trouxeste; ela de ti nada precisa para descer à sepultura. (...)

Vertia-se vinho sobre sua tumba para mitigar-lhe a sede, colocava-se ali alimentos para atenuar-lhe a fome (Ifigênia em Táurida, Eurípedes). Degolavam-se cavalos e escravos com o pensamento que estes seres encerrados com o morto, servindo-lhe no túmulo como o haviam feito durante a vida. Após a tomada de Tróia, os gregos retornaram ao seu país, cada um deles conduzindo sua bela cativa, e estando Aquiles sob a terra, reclamou sua cativa também, e a ele é dada Polixena (Hécuba, Eurípedes).

Daí a necessidade de sepultura, para que a alma fosse domiciliada nessa morada subterrânea que lhe convinha para sua Segunda vida. Era necessário que o corpo, ao qual ela permanecia ligada, fosse recoberto de terra. A alma que não possuía seu túmulo, não possuía morada- era uma alma errante. Aspiraria em vão o repouso, ao qual amava após as agitações e trabalhos desta vida- forçada a errar sempre sob a forma de larva ou fantasma, sem nunca se deter, sem nunca receber as oferendas e os alimentos de que tinha necessidade. Desafortunada, logo se tornaria mal feitora. Atormentava os vivos, lhes enviava enfermidades, lhes devastava as searas, os apavorava com aparições lúgubres, visando avisá-los para dar sepultura ao seu corpo e a ela mesma. Eis a origem da crença nas almas do outro mundo. Toda antiguidade se persuade de que sem a sepultura a alma era infeliz e que mediante a sepultura se torna feliz para todo o sempre. Não era para revelar a dor que se realizava a cerimônia fúnebre, mas sim para assegurar o repouso e a felicidade do morto. Não bastava que o corpo fosse depositado na terra, tinha-se que observar os ritos tradicionais e proferir determinadas fórmulas. Caso contrário, permaneceriam errantes e apareceriam aos vivos. Somente por seu estrito acatamento se fixavam e se encerravam nos túmulos. E do mesmo modo que detinham fórmulas que detinham esta virtude, os antigos também possuíam fórmulas que evocavam as almas, fazendo-as sair momentaneamente do sepulcro.
O homem era atormentado pelo receio de, depois da sua morte, os ritos não serem realizados a seu favor. Em Sófocles, Antígona encara a morte “para que seu irmão não fique sem sepultura”. Receava-se menos a morte que a privação da sepultura.
Os atenienses (consta em Helênicas, de Xenofante) mandaram matar os generais que, depois de uma vitória no mar, se descuidaram quanto a enterrar seus mortos. Esses generais, discípulos dos filósofos, distinguiam talvez a alma do corpo, acredita Foulanges, e como não acreditavam que a sorte de uma não estivesse ligada à sorte do outro, lhes parecera que importava pouquíssimo se um cadáver se decompusesse na terra ou na água. Não tinham portanto decidido desafiar a tormenta pela vã formalidade de recolher e enterrar seus mortos. Contudo, a multidão que, até mesmo em Atenas, persistia presa às velhas crenças, acusou seus generais de impiedade e os conduziu à morte. Se por sua vitória haviam salvado Atenas, por sua negligência haviam perdido milhares de almas. Os parentes dos mortos, pensando no longo suplício que essas almas iam padecer, compareceram ao tribunal vestidos de luto e reclamaram vingança.
Nas cidades antigas a lei punia os grandes culpados com um castigo considerado terrível: a privação da sepultura (Sete contra Tebas, Ésquilo/ Antígona, Sófocles/ Fenícias, Eurípedes). Conforme Lísias, grande orador grego, todas as cidades antigas acresciam ao suplício dos grandes criminosos a privação da sepultura.
Os gregos imaginavam uma região subterrânea, mais vasta que o túmulo, onde todas as almas, longe de seus corpos, viviam juntas, sendo que tanto penas, quanto recompensas eram distribuídas, conforme a conduta que o homem tivera durante a vida. Mas os ritos da sepultura, tais como acabamos de descrevê-los, estão manifestamente em desacordo com essa crença, prova segura de que na época na qual esses ritos se estabeleceram, ainda não se acreditava no Tártaro e nos campos Elísios. As antigas gerações acreditavam sim que o ser humano viva no túmulo, que a alma não se apartava do corpo e que permanecia fixada a esta parte do solo, onde os ossos eram enterrados. Ao homem não competia prestar quaisquer contas da sua vida anterior. Uma vez encerrado no túmulo, não tinha que aguardar nem recompensas nem castigos.
O ser que vivia sob a terra não se achava assim tão separado da humanidade a ponto de dispensar alimento. Por isso, em certos dias do ano, levava-se uma refeição a cada túmulo.
Ovídio e Virgílio nos legaram a descrição dessa cerimônia cujo uso se conservou intacto até sua época, ainda que as crenças já tivessem se alterado. Contam que o túmulo era circundado por grandes guirlandas de plantas e flores, que aí se colocavam bolos, frutas, leite, vinho e, por vezes, o sangue de uma vítima. O alimento que a família levava era realmente para o morto, prova é que o leite e o vinho eram derramados sobre a terra do túmulo, que um buraco era feito para fazer com que os alimentos sólidos chegassem ao morto, que no caso de imolação de uma vítima, todas as suas carnes eram queimadas para que ninguém vivo delas partilhasse (quando as vítimas eram oferecidas às divindades, a carne era comida pelos mortais, mas quando eram oferecidas aos mortos, era queimada completamente), que se proferiam certas fórmulas consagradas com a finalidade de convidar o morto a comer e beber, que se a família inteira assistia a este repasto, nem sequer tocava nas iguarias. Ao retirarem-se, tomavam o cuidado de deixar um pouco de leite e alguns bolos nos vasos, considerando-se grande impiedade que algum ser vivo tocasse nessa pequena provisão destinada às necessidades do morto.
Tais velhas crenças perduraram por muito tempo, e sua manifestação ainda se encontram entre os grandes escritores da Grécia. “Eu verto sobre a terra do túmulo”, diz Ifigênia em Eurípedes- “... o leite, o mel, o vinho, pois é com isto que se regozijam os mortos” (Ifigênia em Táurida). “Filho de Peleu”, diz Neoptolomeu, “...recebe esta bebida que agrada aos mortos, vem e bebe este sangue”, em Hécuba, de Eurípedes. Electra verte as libações e diz: “A bebida penetrou a terra, meu pai a recebeu”, em Coéforas, de Ésquilo. A oração de Orestes dirigida ao seu pai morto: “Ó meu pai, se eu viver, tu receberás opulentos banquetes; mas se eu morrer não terás tua parte dos repastos cheirosos, dos quais os mortos se nutrem”, também em Coéforas.
As zombarias de Luciano de Samósata (125 a 180 c) atestam que esses usos subsistiam ainda em seu tempo: “Os homens imaginam que as almas vêm lá de baixo para os jantares que se lhes trazem, que elas se regalam com o aroma das iguarias e que bebem o vinho derramado sobre as valas” ou ainda, “Eles cavam valas perto dos túmulos e aí cozinham iguarias para os mortos”. Ele afirma que um morto ao qual nada é oferecido é condenado a uma fome perpétua.

Excertos adptados de A cidade antiga, de Fustel de Coulanges, e Alceste de Eurípedes

Sem medo dos conceitos

Wilhelm Reich afirmou que os mecanicistas cortam a vida aos pedaços, segmentando-a na especialização fragmentadora, em que cada um deve apropiar-se exclusivamente de seu quinhão.  Refere-se a visão masculina, do caçador (vai que ache) do Ponto G.

Amoroso Mirmecoleão

Dizem que Hemingway era péssimo ao escrever sob o ponto de vista das mulheres. Mas há uma passagem comovente no Por quem os sinos dobram em que duas conversam sobre o orgasmo- não lembro os nomes das personagens, porque li há tempos. A mais nova confidencia que teve um orgasmo de morte, e a mais velha diz que ele acontece poucas vezes na vida. Manuel Marmelo apelidou o Ponto G de Amoroso Mirmecoleão (ironicamente, mas faz sentido)- leão na frente e formiga atrás. Um bicho nascido da união, conforme consta n´O livro dos seres imaginários do Borges-  de um pai-leão, que come carne, e da mãe-formiga que se alimenta de ervas. Assim formado não pode comer nem uma coisa nem outra e morre. Antagonismo que surge quando se vai fazer alguma tentativa de análise deste assunto que virou mito. O Ponto G (de ponto não tem nada), conforme o mito, é uma circunferência, toda circunferência é uma mandala (que, segundo Jung, sempre expressou aquilo que ordena, resolve, cura e integra) como pode estar associado ao orgasmo, explosão de energia, um romper-se, desintegrar-se, morrer-se? Apolíneo e dionisíaco. Talvez, assunto para o Nietzsche, se não fosse um asno com relação às mulheres. Quanto ao Mirmecoleão, dois diferentes que formam um, após a morte, diz: abraça-me.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Senhores do destino


Carpiram e limparam a praça. Agora à noite, vi uma barata caminhar desolada pelo território devastado.

Cria teu e-book!

Bibliografias

Bibliografia Núcleo de Dramatugia SESI SP

POÉTICA
Aristóteles (há várias traduções possíveis).
A EXPERIÊNCIA VIVA DO TEATRO
Eric Bentley – Coleção Palco e Tela
Zahar Editores, 1981
O DRAMATURGO COMO PENSADOR
Eric Bentley - Editora Civilização Brasileira, 1991
TEATRO GREGO – TRAGÉDIA E COMÉDIA
Junito de Souza Brandão - Vozes, 1984
PARA TRÁS E PARA FRENTE – UM GUIA PARA LEITURA DE PEÇAS
TEATRAIS
David Ball – Coleção Debates - Ed. Perspectiva, 1999
LER O TEATRO CONTEMPORÂNEO
Jean-Pierre Ryngaert – Ed. Martins Fontes, 1998
TRÊS USOS DA FACA – SOBRE A NATUREZA E A FINALIDADE DO DRAMA
David Mamet - Ed. Civilização Brasileira, 2001
DICIONÁRIO DE TEATRO
Patrice Pavis – Ed. Perspectiva, 1999
A ANÁLISE DOS ESPETÁCULOS
Patrice Pavis – Ed. Perspectiva, 2005
MITO E REALIDADE
Mircea Eliade - Coleção Debates, Editora Perspectiva, 1972
TRAGÉDIA MODERNA
Raymond Williams - Ed. Cosac & Naify, 2002
PROBLEMAS DA POÉTICA DE DOSTOIÉVSKI
Mikhail Bakhtin - Forense Universitária,1997
O TEATRO ÉPICO
Anatol Rosenfeld - COLEÇÃO DEBATES – Editora Perspectiva, 1985
O TEATRO BRASILEIRO MODERNO
Décio de Almeida Prado – COLEÇÃO DEBATES - Ed. Perspectiva, 1988
O TEXTO NO TEATRO
Sabato Magaldi – Ed. Perspectiva, 2001
TEORIA DO DRAMA MODERNO [1880-1950]
Peter Szondi – Cosac & Naify, 2001
TEATRO PÓS-DRAMÁTICO
Hans-Thies Lehmann - Ed. Cosac & Naify, 2007
O RISO – ENSAIO SOBRE A SIGNIFICAÇÃO DO CÔMICO
Henri Bergson – Ed. Zahar, 1983
WRITING A PLAY
Gooch, Steve - A & C Black Publishers Limited. 2004
PlAYWRITING
Greig, Noel - Routledge, USA, 2005




Psicologia junguiana
EDINGER, Edward F. Ego e Arquétipo, SP, Cultrix, 1989
HILLMAN, James. Estudos de Psicologia arquetípica, RJ, Achiamé, 1981
JAFFÉ, Aniela. O Mito do Significado na Obra de C. G. Jung, SP, Cultrix, 1989
JUNG, Carl Gustav. Obras Completas, Petrópolis, Vozes
JUNG, Carl Gustav. O Homem e Seus Símbolos, RJ, Nova Fronteira, 1964
JUNG, Carl Gustav. Memórias Sonhos e Reflexões, RJ, Nova Fronteira, 1961
NEUMANN, Erich. História da Origem da Consciência, SP, Cultrix, 1990
SILVEIRA, Nise. Imagens do Inconsciente, RJ, Alambra, 1981
VON FRANZ, Marie-Louise, C.G.Jung, Seu Mito em Nossa Época, SP, Cultrix, 1992
WHITMONT, Edward C. A Busca do Símbolo, SP, Cultrix, 1994
ZWEIG, Connie, e ABRAMS, Jeremiah.(organizadores). Ao Encontro da Sombra, SP, Cultrix, 1994
HILLMAN, James. O Código do Ser, RJ, Objetiva, 1997
MINDELL, Arnold, O Corpo Onírico, SP, Summus, 1989
NEUMANN, Erich. A Criança, SP, Cultrix, 1991
SAMUELS, Andrew e Colaboradores. Dicionário Crítico de Análise Junguiana, R J, Imago, 1988
SHARP, D. Tipos de personalidade, SP, Cultrix, 1990
VON FRANZ, M. L. & HILLMAN, J. A tipologia de Jung, SP, Cultrix, 1990
BOLEN, Jean Shinoda. A Sincronicidade e o Tao, SP, Cultrix, 1991
CLARKE, J. J. Em Busca de Jung, RJ, Ediouro, 1993
FRANZ, Marie-Louise von. Adivinhação e sincronicidade, SP, Cultrix, 1985
HILLMAN, James. Suicídio e alma, Petrópolis, Vozes, 1993
HILLMAN, James. Uma busca interior em psicologia e religião, SP, Paulinas, 1985
PROGROFF, Ira. Jung, Sincronicidade e destino humano, SP, Cultrix, 1989
Tuiavii. O Papalagui, SP, Marco Zero. 1987
GUGGENBÜHL-CRAIG, Adolf. O abuso do poder na psicoterapia e na medicina, serviço social, sacerdócio e magistério. RJ, Achiamé, 1978
SANFORD, J. Os Parceiros Invisíveis, SP, Paulus, 1986
STEIN, Robert. Incesto e amor humano, SP, Símbolo, 1978
STEINBVERG, Warren. Aspectos Clínicos da Terapia Junguiana, SP, Cultrix, 1992
BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia Grega, Petrópolis, Vozes, 1989
CAMPBELL, Joseph. O poder do mito, SP, Palas Athena, 1990
FIERZ, Heinrich Karl. Psiquiatria junguiana, SP, Paulus, 1997
HILLMAN, J. O mito da análise, RJ, Paz e Terra, 1984
KERÉNYI, Karl. Os Deuses Gregos/Os Heróis Gregos, SP, Cultrix, 1994
SALAND, N. S. A Personalidade limítrofe, SP, Cultrix, 1989
VON FRANZ, Marie-Louise. Reflexos da alma, SP, Cultrix, 1992
SAMUELS, Andrew. Jung e os Pós-Junguianos, RJ, Imago, 1989
SANFORD, John. Os sonhos e a cura da alma. SP, Paulinas, 1991
WHITMONT, Edward e S. Pereira. Sonhos um portal para a fonte,SP, Summus, 1995
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico, SP, Cortez, 2000
CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia, SP, Ática, 1995
Brandão, Junito de Souza (1998). Mitologia Grega –– Petrópolis: Ed. Vozes, 1998, vol 2, pp. 113-140.
Byington, Carlos A.B. (2008). Psicologia Simbólica Junguiana – São Paulo: Ed. Linear B, 2008, capítulos 1, 2, 3 e 4.

Real é o que produz efeitos, Carl Jung

Solicita teu exemplar! Participo com 3 contos.

Solicita teu exemplar! Participo com 3 contos.
Interessados entrem em contato comigo pelo e-mail lucianegodinho@ig.com.br O valor é 25, despacho pelo Correio sem custo adicional

Pesquisar este blog