sábado, 31 de julho de 2010

O maior presente

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Próximo número da Mealibra sai em outubro


O número 25 da Revista de Arte e Literatura Mealibra, do Centro Cultural do Alto Minho (Portugal), que tem como editores Fernando Canedo e Paula Gaivoto, será lançado no mês de outubro. A escritora Yvette Centeno abordará sobre o gênero conto, e terei o conto Pássaros publicado (por indicação dela), com ilustração do artista plástico mineiro Theo Amaral.


quarta-feira, 28 de julho de 2010

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Xadrista

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segunda-feira, 26 de julho de 2010

DesAMORdaçados será relançada na Bienal do Livro de São Paulo



A noite de autógrafos acontece no dia 19, quinta-feira, às 19h, no estande da UBE- União Brasileira de Escritores. Participam desta Antologia de contos os alunos da Oficina de Criação Literária da PUC, edição 39, ministrada pelo escritor Luiz Antonio de Assis Brasil. Tenho nela três contos: Guernica Sulista, Amanda torna-se por fim crepuscular e Teus cornos floridos pra fora e acima da manada.

A pintura e a fotografia

por Marcos Schmidt

Nada foi mais impactante na história da pintura do que o surgimento da fotografia. Foi o grande divisor de águas, e ainda hoje permeia o trabalho e o pensamento dos pintores.
Estive pensando na relação entre pintura e fotografia ao folhear um livro com reproduções de trabalhos de Edgar Degas. Porque Degas foi um dos primeiros artistas a fazer uso da fotografia e, ao mesmo tempo, incluí-la na problemática de sua pintura.
Degas foi um impressionista sui generis. Se formos rigorosos, nem deveríamos considerá-lo impressionista (daí minha má-vontade com classificações e definições muito rígidas: o tempo todo tropeçamos em artistas que não se enquadram nas molduras dos “movimentos” definidos pelos teóricos). Seu método era diferente, sua formação era diferente, e creio que suas intenções também eram distintas das dos impressionistas típicos, como Monet, Renoir ou Pissarro.
Estes, de modo geral, buscavam a captura de um momento fugaz; buscavam a reconstrução desse momento através de uma técnica que foi adaptada para esse fim: a pintura alla prima, aquela que é executada numa única sessão, sem os tradicionais estudos que os acadêmicos faziam, sem o desenho rigoroso que até então se praticava e sem as infinitas velaturas que fizeram a glória da pintura à óleo. O traçado preciso dissolvia-se em favor de uma construção eminentemente pictórica, em que manchas de cor e pinceladas rápidas tomavam o lugar das linhas que definiam os contornos das figuras. A velocidade era essencial para que se pudesse captar o instante de maneira mais intensa e precisa. Influenciados pelas teorias da cor de Michel-Eugène Chevreul, aboliram os tons castanhos, os marrons, e passaram a utilizar apenas as cores primárias e secundárias. E sempre, sempre trabalhar diante do motivo, no mais das vezes paisagens; evitava-se ao máximo trabalhar sob a luz artificial dos estúdios.
Já Degas trabalhava de modo completamente distinto. Era um estupendo desenhista, aluno de um aluno de Ingres; não se importava em trabalhar no atelier, e fazia pouco da pretensa sinceridade dos seus colegas. Ele próprio afirmava: “nenhuma pintura é menos natural do que a minha.” De modo pioneiro e desprovido de preconceitos, fez uso da fotografia para auxiliá-lo na composição de suas pinturas e de seus pastéis. Fazia fotos e estudava intensamente as possibilidades de composição que estas lhe sugeriam. E creio que foi o estudo da fotografia que permitiu a Degas perceber que a sensação visual é organizada num modo de pensar que é único e individual. E que a fotografia permite que se observe pequenos detalhes que de outro modo passariam despercebidos.
Voltando à questão do impacto da fotografia, os artistas dividiram-se entre apocalípticos e integrados, para tomar emprestado o termo cunhado por Umberto Eco. Os pintores
acadêmicos apavoraram-se com a nova invenção, e com razão: imediatamente perceberam que ela lhes roubaria boa parte da sua clientela. Sua atitude foi, previsivelmente, reacionária, apregoando que a fotografia era uma moda passageira e, de qualquer forma, de péssimo gosto. Já os impressionistas (ou não-conformistas, como eram chamados na época) assumiram o problema e responderam com sua obra. Avaliaram que, finalmente, a pintura estava livre das funções que até então eram consideradas suas: o retrato fidedigno e o registro solene. A pintura podia, finalmente, ser apenas pintura, e mais nada.
Os impressionistas não usavam fotos para trabalhar. Degas era a exceção. Imperturbável, não se assustou com a novidade e considerou-a útil para seu trabalho. Os recortes das figuras, que continuam além dos limites da tela, demonstram o modo como a fotografia o influenciou. As personagens estão quase sempre em movimento, saindo ou entrando na tela, percorrendo grandes espaços vazios em composições enviesadas que chocaram os críticos da época. Aliás, não me lembro de nenhum trabalho de Degas em que a figura humana esteja ausente. Ele procura o gesto trivial, inconsciente: a moça que boceja enquanto passa a roupa, a bailarina que alonga os músculos cansados pelo esforço, a mulher ajeitando o chapéu diante do espelho.
A obra de Degas é mais sólida do que a dos outros impressionistas. Nisso, está mais próximo de Cézanne do que de Monet. Mas sinto que seu trabalho não é apreciado na justa medida da qualidade que possui. Degas deveria ser considerado, junto de Van Gogh, Gauguin e Cézanne, como um dos pais da arte moderna. Seria mais justo do que considerá-lo como um impressionista secundário que fica à sombra de Monet e Renoir.
Fonte: O Pensador Selvagem

Pictorialismo

Alfred Stieglitz


Julia Margaret Cameron


Anne W. Brigman



Alvin Langdon Coburn


Clarence H. White


Peter Henry Emerson


Hugo Erfurth


Frederick H. Evans


Johan Hagemeyer



Gertrude Käsebier


Heinrich Kühn



Alfred Maskell


Edward Weston




Quem:
Anne W. Brigman, Alvin Langdon Coburn, Robert Demachy, Peter Henry Emerson, Hugo Erfurth, Frederick H. Evans, johan Hagemeyer, Gertrude Käsebier, Heinrich Kühn, Alfred Maskell, Alfred Strieglitz, Edward Weston, Clarence H. White.

Quando:
1886 até meados de 1920.

Onde:
Europa e Estados Unidos

O que foi:
A partir da metade do século dezenove, membros do mundo da arte debatiam ardorosamente se a fotografia seria uma forma de arte comparável à pintura. Desde cedo os fotógrafos na França e Inglaterra tentavam produzir fotografias com inspiração nas pinturas acadêmicas, quase sempre sem resultados convincentes, como nos trabalhos de composição em foco suave de Julia Margareth Cameron.
Em 1886 Peter Henry Emerson, publicou um artigo bastante lido à época chamado “ Fotografia, uma arte pictórica”, defendendo a legitimidade artística da fotografia argumentando sua similaridade com a pintura. Esta publicação marca o nascimento do picturialismo que em pouco tempo se tornaria um movimento internacional, com seus próprios teóricos (Heinrich Kuhn, E.J. Constant Puyo e outros), exposições (The little Galleries of Photo-Secession em NY), academias e clubes (The Linked Ring em Londres, o Photo-Club em Paris). O pictorialismo também se desenvolveu no Japão mas não passou dos anos 20.
A manipulação sempre foi o ponto central do pictorialismo e seus seguidores citavam os diversos métodos de interferência manual para justificar sua afirmação de que a fotografia poderia ser tão criativa quanto a pintura. Eles arranhavam, desenhavam sobre as mesmas e retiravam partes de seu original, assim como o que chamavam de “desfoque artístico” e ajustes tonais, efeitos que se adaptavam bastante bem à técnica da goma bicromatada (especialidade de Robert Demachy)
Hoje está claro que não houve um só mas vários pictorialismos, não somente simbolista e naturalista, mas também de aspecto modernista como o que se produziu na Photo-Secession. A revista “Camera Work” editada por Alfred Stieglitz entre 1903 e 1917, mostra as transformações nesta estética que se encaminhava para a “fotografia direta” principalmente pela influência do fotógrafo Paul Strand; Séc XX, época de renovação, de revolução e estabelecimento de novos paradigmas, a “fotografia direta” combinava mais com estes tempos modernos. Todos estes movimentos exploraram uma gama extensa de gêneros, do retrato a paisagem. O pictorialismo convencional se tornou quase um padrão e provou ter aceitação por muito tempo, sendo praticado por fotógrafos amadores e profissionais até bem depois da Primeira Guerra Mundial.
O movimento Pictorialista teve vários aspectos positivos, tendo gerado avanços no debate sobre a natureza estética da fotografia, aumentou os valores das qualidades específicas do meio, estimulou a reflexão de sua relação com o mundo moderno e através de seu entusiástico processo de experimentação, fez seu trabalho bastante relevante aos fotógrafos e artistas da época.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Cérebro



Hoje a terapeuta junguiana Maria Cristina Ribeiro falou: "Hoje em dia, não existe mais psique, agora tudo é cerébro"

quarta-feira, 21 de julho de 2010

A poesia no ônibus da Carris

Eu estava na parada esperando o ônibus- passou e não parou. Aguardei o próximo, quase congelei. Veio outro e entrei. Na parada seguinte o ônibus parou, mas arrancou em seguida. Um menino batia desesperado na lataria do ônibus para que parasse afinal. Vi o menino com um saco de lenha ao ombro, mal agasalhado, enquanto um homem, que parecia o pai, organizava mais um tanto de lenha em outro saco. Por que não pararam? É carona, disse o cobrador. Carona em ônibus é quando as pessoas não tem grana  para pagar a passagem- algo que não merece consideração. Por que não deram a carona? Tá muito frio lá fora, vai fazer diferença pro teu bolso? Deu de ombros indiferente.

Numa outra ocasião, o cobrador não queria dar carona a dois meninos que já tinham embarcado. Pararam o ônibus para eles constrangidos descerem. Eu falei que pagava a passagem. Os dois meninos passaram a roleta e se sentaram a minha frente. Estavam fazendo um curso no centro de Gravataí- ganharam uma bolsa de um cursinho de informática. Ele tirou umas moedinhas que tinha no bolso para repor um pouco do que eu tinha desembolsado.

O nosso transporte público municipal é um dos mais caros, comparado aos demais estados do país. Deve haver um excedente suficiente que preveja este tipo de situação. E que bostas de funcionários a Carris treina, a vida treina?

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Bibliografias

Bibliografia Núcleo de Dramatugia SESI SP

POÉTICA
Aristóteles (há várias traduções possíveis).
A EXPERIÊNCIA VIVA DO TEATRO
Eric Bentley – Coleção Palco e Tela
Zahar Editores, 1981
O DRAMATURGO COMO PENSADOR
Eric Bentley - Editora Civilização Brasileira, 1991
TEATRO GREGO – TRAGÉDIA E COMÉDIA
Junito de Souza Brandão - Vozes, 1984
PARA TRÁS E PARA FRENTE – UM GUIA PARA LEITURA DE PEÇAS
TEATRAIS
David Ball – Coleção Debates - Ed. Perspectiva, 1999
LER O TEATRO CONTEMPORÂNEO
Jean-Pierre Ryngaert – Ed. Martins Fontes, 1998
TRÊS USOS DA FACA – SOBRE A NATUREZA E A FINALIDADE DO DRAMA
David Mamet - Ed. Civilização Brasileira, 2001
DICIONÁRIO DE TEATRO
Patrice Pavis – Ed. Perspectiva, 1999
A ANÁLISE DOS ESPETÁCULOS
Patrice Pavis – Ed. Perspectiva, 2005
MITO E REALIDADE
Mircea Eliade - Coleção Debates, Editora Perspectiva, 1972
TRAGÉDIA MODERNA
Raymond Williams - Ed. Cosac & Naify, 2002
PROBLEMAS DA POÉTICA DE DOSTOIÉVSKI
Mikhail Bakhtin - Forense Universitária,1997
O TEATRO ÉPICO
Anatol Rosenfeld - COLEÇÃO DEBATES – Editora Perspectiva, 1985
O TEATRO BRASILEIRO MODERNO
Décio de Almeida Prado – COLEÇÃO DEBATES - Ed. Perspectiva, 1988
O TEXTO NO TEATRO
Sabato Magaldi – Ed. Perspectiva, 2001
TEORIA DO DRAMA MODERNO [1880-1950]
Peter Szondi – Cosac & Naify, 2001
TEATRO PÓS-DRAMÁTICO
Hans-Thies Lehmann - Ed. Cosac & Naify, 2007
O RISO – ENSAIO SOBRE A SIGNIFICAÇÃO DO CÔMICO
Henri Bergson – Ed. Zahar, 1983
WRITING A PLAY
Gooch, Steve - A & C Black Publishers Limited. 2004
PlAYWRITING
Greig, Noel - Routledge, USA, 2005




Psicologia junguiana
EDINGER, Edward F. Ego e Arquétipo, SP, Cultrix, 1989
HILLMAN, James. Estudos de Psicologia arquetípica, RJ, Achiamé, 1981
JAFFÉ, Aniela. O Mito do Significado na Obra de C. G. Jung, SP, Cultrix, 1989
JUNG, Carl Gustav. Obras Completas, Petrópolis, Vozes
JUNG, Carl Gustav. O Homem e Seus Símbolos, RJ, Nova Fronteira, 1964
JUNG, Carl Gustav. Memórias Sonhos e Reflexões, RJ, Nova Fronteira, 1961
NEUMANN, Erich. História da Origem da Consciência, SP, Cultrix, 1990
SILVEIRA, Nise. Imagens do Inconsciente, RJ, Alambra, 1981
VON FRANZ, Marie-Louise, C.G.Jung, Seu Mito em Nossa Época, SP, Cultrix, 1992
WHITMONT, Edward C. A Busca do Símbolo, SP, Cultrix, 1994
ZWEIG, Connie, e ABRAMS, Jeremiah.(organizadores). Ao Encontro da Sombra, SP, Cultrix, 1994
HILLMAN, James. O Código do Ser, RJ, Objetiva, 1997
MINDELL, Arnold, O Corpo Onírico, SP, Summus, 1989
NEUMANN, Erich. A Criança, SP, Cultrix, 1991
SAMUELS, Andrew e Colaboradores. Dicionário Crítico de Análise Junguiana, R J, Imago, 1988
SHARP, D. Tipos de personalidade, SP, Cultrix, 1990
VON FRANZ, M. L. & HILLMAN, J. A tipologia de Jung, SP, Cultrix, 1990
BOLEN, Jean Shinoda. A Sincronicidade e o Tao, SP, Cultrix, 1991
CLARKE, J. J. Em Busca de Jung, RJ, Ediouro, 1993
FRANZ, Marie-Louise von. Adivinhação e sincronicidade, SP, Cultrix, 1985
HILLMAN, James. Suicídio e alma, Petrópolis, Vozes, 1993
HILLMAN, James. Uma busca interior em psicologia e religião, SP, Paulinas, 1985
PROGROFF, Ira. Jung, Sincronicidade e destino humano, SP, Cultrix, 1989
Tuiavii. O Papalagui, SP, Marco Zero. 1987
GUGGENBÜHL-CRAIG, Adolf. O abuso do poder na psicoterapia e na medicina, serviço social, sacerdócio e magistério. RJ, Achiamé, 1978
SANFORD, J. Os Parceiros Invisíveis, SP, Paulus, 1986
STEIN, Robert. Incesto e amor humano, SP, Símbolo, 1978
STEINBVERG, Warren. Aspectos Clínicos da Terapia Junguiana, SP, Cultrix, 1992
BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia Grega, Petrópolis, Vozes, 1989
CAMPBELL, Joseph. O poder do mito, SP, Palas Athena, 1990
FIERZ, Heinrich Karl. Psiquiatria junguiana, SP, Paulus, 1997
HILLMAN, J. O mito da análise, RJ, Paz e Terra, 1984
KERÉNYI, Karl. Os Deuses Gregos/Os Heróis Gregos, SP, Cultrix, 1994
SALAND, N. S. A Personalidade limítrofe, SP, Cultrix, 1989
VON FRANZ, Marie-Louise. Reflexos da alma, SP, Cultrix, 1992
SAMUELS, Andrew. Jung e os Pós-Junguianos, RJ, Imago, 1989
SANFORD, John. Os sonhos e a cura da alma. SP, Paulinas, 1991
WHITMONT, Edward e S. Pereira. Sonhos um portal para a fonte,SP, Summus, 1995
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico, SP, Cortez, 2000
CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia, SP, Ática, 1995
Brandão, Junito de Souza (1998). Mitologia Grega –– Petrópolis: Ed. Vozes, 1998, vol 2, pp. 113-140.
Byington, Carlos A.B. (2008). Psicologia Simbólica Junguiana – São Paulo: Ed. Linear B, 2008, capítulos 1, 2, 3 e 4.

Real é o que produz efeitos, Carl Jung

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