domingo, 30 de janeiro de 2011

Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros

Pressionar para que notícias a respeito do assessorado sejam publicadas, sonegar informações de interesse, divulgar inverdades e defender os interesses de quem o contratou acima dos da população contrariam o código de ética da profissão que não sei se ainda existe

Capítulo I - Do direito à informação

Art. 1º O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros tem como base o direito fundamental do cidadão à informação, que abrange direito de informar, de ser informado e de ter acesso à informação.

Art. 2º Como o acesso à informação de relevante interesse público é um direito fundamental, os jornalistas não podem admitir que ele seja impedido por nenhum tipo de interesse, razão por que:

I - a divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida independentemente da linha política de seus proprietários e/ou diretores ou da natureza econômica de suas empresas;

II - a produção e a divulgação da informação devem se pautar pela veracidade dos fatos e ter por finalidade o interesse público;

III - a liberdade de imprensa, direito e pressuposto do exercício do jornalismo, implica compromisso com a responsabilidade social inerente à profissão;

IV - a prestação de informações pelas organizações públicas e privadas, incluindo as não-governamentais, deve ser considerada uma obrigação social;

V - a obstrução direta ou indireta à livre divulgação da informação, a aplicação de censura e a indução à autocensura são delitos contra a sociedade, devendo ser denunciadas à comissão de ética competente, garantido o sigilo do denunciante.

Capítulo II - Da conduta profissional do jornalista

Art. 3º O exercício da profissão de jornalista é uma atividade de natureza social, estando sempre subordinado ao presente Código de Ética.

Art. 4º O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, deve pautar seu trabalho na precisa apuração dos acontecimentos e na sua correta divulgação.

Art. 5º É direito do jornalista resguardar o sigilo da fonte.

Art. 6º É dever do jornalista:

I - opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos;

II - divulgar os fatos e as informações de interesse público;

III - lutar pela liberdade de pensamento e de expressão;

IV - defender o livre exercício da profissão;

V - valorizar, honrar e dignificar a profissão;

VI - não colocar em risco a integridade das fontes e dos profissionais com quem trabalha;

VII - combater e denunciar todas as formas de corrupção, em especial quando exercidas com o objetivo de controlar a informação;

VIII - respeitar o direito à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem do cidadão;

IX - respeitar o direito autoral e intelectual do jornalista em todas as suas formas;

X - defender os princípios constitucionais e legais, base do estado democrático de direito;

XI - defender os direitos do cidadão, contribuindo para a promoção das garantias individuais e coletivas, em especial as das crianças, adolescentes, mulheres, idosos, negros e minorias;

XII - respeitar as entidades representativas e democráticas da categoria;

XIII - denunciar as práticas de assédio moral no trabalho às autoridades e, quando for o caso, à comissão de ética competente;

XIV - combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza.

Art. 7º O jornalista não pode:

I - aceitar ou oferecer trabalho remunerado em desacordo com o piso salarial, a carga horária legal ou tabela fixada por sua entidade de classe, nem contribuir ativa ou passivamente para a precarização das condições de trabalho;

II - submeter-se a diretrizes contrárias à precisa apuração dos acontecimentos e à correta divulgação da informação;

III - impedir a manifestação de opiniões divergentes ou o livre debate de idéias;

IV - expor pessoas ameaçadas, exploradas ou sob risco de vida, sendo vedada a sua identificação, mesmo que parcial, pela voz, traços físicos, indicação de locais de trabalho ou residência, ou quaisquer outros sinais;

V - usar o jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o crime;

VI - realizar cobertura jornalística para o meio de comunicação em que trabalha sobre organizações públicas, privadas ou não-governamentais, da qual seja assessor, empregado, prestador de serviço ou proprietário, nem utilizar o referido veículo para defender os interesses dessas instituições ou de autoridades a elas relacionadas;

VII - permitir o exercício da profissão por pessoas não-habilitadas;

VIII - assumir a responsabilidade por publicações, imagens e textos de cuja produção não tenha participado;

IX - valer-se da condição de jornalista para obter vantagens pessoais.

Capítulo III - Da responsabilidade profissional do jornalista

Art. 8º O jornalista é responsável por toda a informação que divulga, desde que seu trabalho não tenha sido alterado por terceiros, caso em que a responsabilidade pela alteração será de seu autor.

Art 9º A presunção de inocência é um dos fundamentos da atividade jornalística.

Art. 10. A opinião manifestada em meios de informação deve ser exercida com responsabilidade.

Art. 11. O jornalista não pode divulgar informações:

I - visando o interesse pessoal ou buscando vantagem econômica;

II - de caráter mórbido, sensacionalista ou contrário aos valores humanos, especialmente em cobertura de crimes e acidentes;

III - obtidas de maneira inadequada, por exemplo, com o uso de identidades falsas, câmeras escondidas ou microfones ocultos, salvo em casos de incontestável interesse público e quando esgotadas todas as outras possibilidades de apuração;

Art. 12. O jornalista deve:

I - ressalvadas as especificidades da assessoria de imprensa, ouvir sempre, antes da divulgação dos fatos, o maior número de pessoas e instituições envolvidas em uma cobertura jornalística, principalmente aquelas que são objeto de acusações não suficientemente demonstradas ou verificadas;

II - buscar provas que fundamentem as informações de interesse público;

III - tratar com respeito todas as pessoas mencionadas nas informações que divulgar;

IV - informar claramente à sociedade quando suas matérias tiverem caráter publicitário ou decorrerem de patrocínios ou promoções;

V - rejeitar alterações nas imagens captadas que deturpem a realidade, sempre informando ao público o eventual uso de recursos de fotomontagem, edição de imagem, reconstituição de áudio ou quaisquer outras manipulações;

VI - promover a retificação das informações que se revelem falsas ou inexatas e defender o direito de resposta às pessoas ou organizações envolvidas ou mencionadas em matérias de sua autoria ou por cuja publicação foi o responsável;

VII - defender a soberania nacional em seus aspectos político, econômico, social e cultural;

VIII - preservar a língua e a cultura do Brasil, respeitando a diversidade e as identidades culturais;

IX - manter relações de respeito e solidariedade no ambiente de trabalho;

X - prestar solidariedade aos colegas que sofrem perseguição ou agressão em conseqüência de sua atividade profissional.

Capítulo IV - Das relações profissionais

Art. 13. A cláusula de consciência é um direito do jornalista, podendo o profissional se recusar a executar quaisquer tarefas em desacordo com os princípios deste Código de Ética ou que agridam as suas convicções.

Parágrafo único. Esta disposição não pode ser usada como argumento, motivo ou desculpa para que o jornalista deixe de ouvir pessoas com opiniões divergentes das suas.

Art. 14. O jornalista não deve:

I - acumular funções jornalísticas ou obrigar outro profissional a fazê-lo, quando isso implicar substituição ou supressão de cargos na mesma empresa. Quando, por razões justificadas, vier a exercer mais de uma função na mesma empresa, o jornalista deve receber a remuneração correspondente ao trabalho extra;

II - ameaçar, intimidar ou praticar assédio moral e/ou sexual contra outro profissional, devendo denunciar tais práticas à comissão de ética competente;

III - criar empecilho à legítima e democrática organização da categoria.

Capítulo V - Da aplicação do Código de Ética e disposições finais

Art. 15. As transgressões ao presente Código de Ética serão apuradas, apreciadas e julgadas pelas comissões de ética dos sindicatos e, em segunda instância, pela Comissão Nacional de Ética.

§ 1º As referidas comissões serão constituídas por cinco membros.

§ 2º As comissões de ética são órgãos independentes, eleitas por voto direto, secreto e universal dos jornalistas. Serão escolhidas junto com as direções dos sindicatos e da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), respectivamente. Terão mandatos coincidentes, porém serão votadas em processo separado e não possuirão vínculo com os cargos daquelas diretorias.

§ 3º A Comissão Nacional de Ética será responsável pela elaboração de seu regimento interno e, ouvidos os sindicatos, do regimento interno das comissões de ética dos sindicatos.

Art. 16. Compete à Comissão Nacional de Ética:

I - julgar, em segunda e última instância, os recursos contra decisões de competência das comissões de ética dos sindicatos;

II - tomar iniciativa referente a questões de âmbito nacional que firam a ética jornalística;

III - fazer denúncias públicas sobre casos de desrespeito aos princípios deste Código;

IV - receber representação de competência da primeira instância quando ali houver incompatibilidade ou impedimento legal e em casos especiais definidos no Regimento Interno;

V - processar e julgar, originariamente, denúncias de transgressão ao Código de Ética cometidas por jornalistas integrantes da diretoria e do Conselho Fiscal da FENAJ, da Comissão Nacional de Ética e das comissões de ética dos sindicatos;

VI - recomendar à diretoria da FENAJ o encaminhamento ao Ministério Público dos casos em que a violação ao Código de Ética também possa configurar crime, contravenção ou dano à categoria ou à coletividade.

Art. 17. Os jornalistas que descumprirem o presente Código de Ética estão sujeitos às penalidades de observação, advertência, suspensão e exclusão do quadro social do sindicato e à publicação da decisão da comissão de ética em veículo de ampla circulação.

Parágrafo único - Os não-filiados aos sindicatos de jornalistas estão sujeitos às penalidades de observação, advertência, impedimento temporário e impedimento definitivo de ingresso no quadro social do sindicato e à publicação da decisão da comissão de ética em veículo de ampla circulação.

Art. 18. O exercício da representação de modo abusivo, temerário, de má-fé, com notória intenção de prejudicar o representado, sujeita o autor à advertência pública e às punições previstas neste Código, sem prejuízo da remessa do caso ao Ministério Público.

Art. 19. Qualquer modificação neste Código só poderá ser feita em congresso nacional de jornalistas mediante proposta subscrita por, no mínimo, dez delegações representantes de sindicatos de jornalistas.

Vitória, 04 de agosto de 2007.

Federação Nacional dos Jornalistas

Vila dos Pescadores de Tapes

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Por que o PT participa da administração Tejada em Tapes?

É mesmo lamentável que o PT faça parte do governo Tejada em Tapes. Saiu a primeira etapa do projeto de renovação da orla- que custou R$ 380 mil aos cofres públicos, num convênio com a Metroplam. O documento está fechado no gabinete municipal e não houve manifestação do Diretório do PT de Tapes para que fosse aberto à comunidade para organização de seminários e debates, que é a tradição deste partido. Agora a prefeitura repassou a conta de luz aos pescadores, caso contrário haverá corte, mas a Unidade, que possibilitaria que eles comercializassem o gelo para pagar a conta, não.
E, ainda, quem visitar a Unidade de Filetagem terá a oportunidade de ver as câmaras frigoríficas desligadas desde 2006, porque falta fiação na obra. O dinheiro já veio faz tempo e daí?
A máquina de produção de gelo, adquirida por licitação, da Empresa de Caxias do Sul, é uma verdadeira engendração, que nem em fundo de quintal se faria coisa pior, atestou um engenheiro de Porto Alegre.
E, coisas deste tipo são comuns para atual administração, que em 2008 comprou máquinas de costuras para uma cooperativa de costureiras daqui, elas tinham trabalho, mas as máquinas não funcionavam. O que administração fez? Recolheu-as e deixou as trabalhadoras a ver navios, ou melhor, barcos encalhados na Sanga dos Charquedas, a espera dos molhes dos pescadores, cuja verba de R$ 150 mil está disponível desde 2006. A assessoria de Imprensa da prefeitura enviava, até outubro do ano passado, a alegação de que a obra não saia porque não tinha a licença da FEPAM. Só que o processo está arquivado porque, mesmo depois de parecer favorável, a prefeitura não deu notícias.
Na comunidade das Camélias há violação dos direitos humanos, porque a comunidade não tem água decente para beber ou transporte público e trabalha numa cooperativa, cuja água foi cortada porque a Prefeitura havia se comprometido de pagar a conta e não pagou, fornecer creche às trabalhadoras, moradia e complementar o salário que não chega a R$ 240 por mês.

Não vou atrás deste absurdos administrativos. Eles se esfregam na cara da gente.











quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Todos os livros serão um só: A beleza deste mundo

Todos os livros serão um só: A beleza deste mundo

Mais Yvette K. Centeno

devolvo-te ao sonho

e à palavra

se é sonho

e se é palavra que desejas



devolvo-te

a ti mesmo

se acaso

te procuras



desvio a luz

para que olhando

vejas



Y. K. Centeno, Perto da Terra, 1984, p. 67




Fonte: Centro de Recursos Anti-discriminação

CENTRO DE RECURSOS ANTI-DISCRIMINAÇÃO

A Arte da Cultura: Silêncios - Símbolos - Máscaras. Colóquio de Homenagem à Professora Yvette Kace Centeno


Sou apenas um sinal
sou apenas um caminho

(quantas vezes, percorrido
até chegar ao destino?)



A Oriente

YVETTE K. CENTENO NA BIBLIOTECA DO GATO

YVETTE K. CENTENO NA BIBLIOTECA DO GATO

UTOPIA 2013: YVETTE K. CENTENO: LITERATURA E ALQUIMIA

UTOPIA 2013: YVETTE K. CENTENO: LITERATURA E ALQUIMIA

Os Nefilim e a queda de um ser - Carl Gustav Jung

Os Nefilim e a queda de um ser - Carl Gustav Jung

by Hugo Urlacher

Ó vinde, Bacas!

brooke shaden


Ô da rua! Ô da internet! Vem renovar-te. Ô da rua! Vem para a festa! Há música na noite! Ouves? Da montanha, o som estridente dos sinos de bronze, tambores e flautas ressonantes. Sabacio! Baco! Yaco! Básaro! Zalmoxis! Ó Dionísio! Ô da rua! O Deus se rebaixa a nós, se transfere para a terra e para o corpo! Alegra-te! A terra geradora é o túmulo e o ventre, onde tudo cresce profusamente, é a vida e o começo. Vem morrer para renascer maior e melhor! Um cordão umbilical nos liga ao ventre fecundo da terra. Eia, lá vai um corpo velho, acompanhado de mãos do velho aio, vestidos em nébridas coloridas, desejosos de executarem as danças. Dois corpos imperfeitos, com toda sua materialidade imediata. E, haverá um rei travestido de mulher. Ri-te! O riso degrada e materializa! Em êxtase, as Loucas te predizem: a compreensão desta imagem cômica se perderá no futuro, interpretada com absoluta seriedade e unilateralidade, razão pelo qual se tornará falsa e anódina. Eia Bacas! E, o mesmo Rei será despedaçado. Ô do palácio! As Loucas, libertas da verdade deste mundo, a contemplá-lo libertas dessa verdade!
Ri-te, ri-te, ri-te, com relevo.


Do desnecessário




"Vamos fazer um trato? Eu não me suicido e

tu também não te suicidas.



Eu não lavo a tua louça e tu não precisas lavar a minha."
 
RS

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

"Anti-rodeio: cultura não é tortura" - Algumas opiniões




Algumas opiniões deixadas no Abaixo-assinado pela Revogação da Lei nº. 10.519/02 para a abolição dos rodeios e edição de lei que proiba a utilização de animais em rodeios para Congresso Nacional, Ministério Público Federal, Estadual e OAB.

RODEIO É IGUAL AS FESTAS DA ANTIGA ROMA - TORTURA - TORTURA E MATANÇA ... CHEGA!!!!!!!
Dirce Tálamo PI


Rodeio não tem nada a ver com cultura e identidade brasileira. Assim seja instituido as Cavalhadas, o Bumba-Meu-Boi e outros. Sejam resgatados rituais indígenas.
Bruno de Oliveira Castro


Eu odeio rodeio, isto não e cultura é safadeza e maldade pura, diversão de idiotas e ignorantes.
Gisele Soares Garcia Vieira


Os animais irracionais usam outros animais para ganhar dinheiro pra si mesmo.
Heitor Leandro Marinho

Maus-tratos é um absurdo!
Marco Antonio Ribeiro da Silva


Temos 28 assinaturas, precisamos de milhares. Participa dos mais antigos métodos de democracia, convida teus amigos a assinarem o abaixo-assinado. É fácil preenchê-lo, leva-se poucos minutos. A Europa está mudando a história, abolindo as malditas touradas, vamos nós também acabar com os estúpidos rodeios.

Petição Pública Brasil - «Anti-rodeio: cultura não é tortura»



http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N5839


...Participa, é importante!


Assina o abaixo-assinado aqui http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N5839 e divulga-o por teus contatos.

domingo, 23 de janeiro de 2011

by Brooke Shaden

Teatro Anatómico: My own private Roy Channing story

Teatro Anatómico: My own private Roy Channing story

De Tarde (Cesário Verde)

Naquele piquenique de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela;
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.

Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.

Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão-de-ló molhado em malvasia.

Mas, todo púrpuro, a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas!


Cesário Verde (1855-1886)

Pose




Intervenção do Roberto Silva :))))

Situações cheias de novidade


















Corpo

sábado, 22 de janeiro de 2011

MAGNOLIA Y SUEÑO



Escrito por Óscar Paúl Castro
(poeta mexicano) 











El amor es uno de los tantos caminos de la sangre

Mas todo alto crimen es amor Fiera plena Jadeando tras el salto

El hocico manchado

Jirones de miel goteando de las garras

Un silencio convocó la primera grieta La primera piedra en el espejo

Una onda rota que hasta ti se arrastra todavía

Desde mí se han vuelto pesados nuestros pasos Hunden tu cuerpo en el agua

Huella Herida Es tu camino Y donde seas gritan Sígueme

A tus fantasmas

Tu sombra es larga en mí No me abandona Rompe la piel de mis fronteras

Desborda todo margen Marchitando Y de vez en cuando Todo lo desbanda

Como un sueño de halcón en la paloma

Desde mí estás solo Innumerable y solo Sitiado por espejos que te vuelven

el rostro Que se alejan un paso a cada paso Avanzas como un pez de niebla

Y si derrotado mendigas de ternura Boqueas apenas ecos Amargos despojos

de palabras

Es baja tu miseria

Alta es mi miseria No lo entenderás nunca Si mendigo es porque todo lo poseo

Mis manos nunca han de llenarse No sé lo que es la sed Amor es una palabra

entre palabras Donde tú temes Donde tú adelantas sombra para sondear el abismo

Y regresas Yo avanzo siempre

Solo

Solo Solo Cien veces solo seas Miserable Regresas cada día Hundes

una llave como daga Mas no hay gritos Las paredes y las puertas se sostienen

y derrumban silenciosas Incluso la hierba Donde allende descansaba la mirada

Ha huido para siempre

Sólo tus fantasmas permanecen

Bien Quizás sea hora de dejar la mesa Antes de acostarme quisiera fumar

Mirar la lluvia

Deja eso ahí Amor Que los perros devoren los restos como siempre

Antes de que salgas Enciéndeme un cigarro Dame un beso

Y no olvides esconder el puñal bajo la almohada



Publicado em Refundación. Revista Latinoamericana


Ficha del autor
Culiacán, México, 1979. Poeta y traductor. Es licenciado en Lengua y Literatura Hispánicas por la Universidad Autónoma de Sinaloa. Es coautor de los libros de poesía Antes de los veinte (DIFOCUR, 1998), Los límites acordados (DIFOCUR, 2000), 1979 Antología poética (Palabras del Humaya, 2005), La luz que va dando nombre, Veinte años de la poesía última en México (Secretaría de Cultura del Gobierno del Estado de Puebla, 2007), La permanencia del relámpago. Antología de poesía de Sinaloa (Praxis, 2008), La letra en la mirada Antología de crónica literaria (Palabras del Humaya, 2009), El vértigo de los aires (Asociación de Escritores de México, 2009), Renovigo Piezas teatrales (Palabras del Humaya, 2009). Ha publicado en las revistas Generación, Literal, Crótalo, Flecha y Espejo, TextoS, Tierra Adentro, La Otra. Ha publicado traducciones en las revistas TextoS, Punto de Partida y en el Periódico de Poesía de la UNAM.
http://tradiuttore.wordpress.com/

Maus tratos na VIII EXPOAC RO

Bezerro em Rodeios





as provas de laço (‘calf roping’, 'bulldog', 'bareback’, team roping’ ou, em vernáculo, laçada de bezerro, laçada dupla, pega garrote e vaquejada),por implicar em tração na região cervical e cauda e na derrubada dos bezerros, causa dor e sofrimento aos animais
Gabriel Campos de Souza

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Rodeios: dor nos bastidores do espetáculo

Aparentemente, os cavalos e touros apresentados nos rodeios são furiosos e indômitos por natureza. Sucede, porém, que esses animais são mansos e normalmente encontram-se no último estágio de sua vida. Para que o rodeio se realize através dos sucessivos atos de montaria sobre o dorso dos animais, são submetidos à dor intensa em regiões vitais de seu corpo, a fim de parecerem naturalmente furiosos. Os animais utilizados nos rodeios são afligidos tanto antes quanto durante o espetáculo, bem como nos treinos dos montadores.
Dentre os diversos aparelhos utilizados para afligir os animais, a fim de que dêem saltos e corcoveios, pode se verificar o uso do sedém, das esporas, das peiteiras, bem como a aplicação de choques elétricos nos seus órgãos genitais.
O sedém é uma tira de crina de animal que é fortemente amarrada no flanco inguinal (virilha) dos animais. Do uso do sedém resulta a compressão dos ureteres dos animais (canais que ligam os rins à bexiga), além da compressão do prepúcio, do pênis e do escroto que fazem o animal saltar desesperadamente, a fim de livrar-se do incômodo e da dor.
As esporas, com formato rombo ou pontiagudo, acopladas às botas dos peões, são utilizadas para golpear o animal em locais como o baixo-ventre, o pescoço e a cabeça, podendo inclusive até cegá-los, e, em conjunto com o sedém e demais instrumentos, levam o animal a saltar de forma mais intensa, devido ao grande sofrimento que lhe é causado.
Da mesma forma, freqüentemente utilizada nos rodeios, as peiteiras consistem em cordas de couro fortemente atadas e enrijecidas em redor do peito dos animais por detrás de suas axilas. As peiteiras causam uma sensação de asfixia no animal, provocando-lhe medo e liberação de substâncias que alteram seu comportamento. Nas peiteiras são acrescentados sinos, também chamados de polacos, os quais produzem um barulho altamente angustiante ao animal, ficando ainda mais perturbador a cada corcoveio deste. Aliás, vale ressaltar que a irritação causada pelos polacos aos touros é  intensa.
O objetivo deste complexo de artifícios é provocar os pulos e corcoveios do animal, com maior intensidade, devido às fortes dores em seu tronco e às perturbações provocadas no seu sistema nervoso.
Existem ainda outros métodos e artifícios, utilizados antes dos animais entrarem na arena dos rodeios que, além de provocarem mais saltos e corcoveios dos animais, não são percebidos claramente pelos espectadores. Vale destacar: o uso de choques elétricos e mecânicos, que são aplicados nos órgão genitais do animal; a utilização de objetos pontiagudos, tais como pregos, pedras, alfinetes e arames em forma de anzol colocados sob a sela do animal; a inserção de terebintina e pimenta no corpo do animal, para que fiquem ainda mais enfurecidos; a disposição de substâncias abrasivas, que ao entrarem em contato com cortes e outros ferimentos no corpo do animal causam uma sensação de ardor insuportável; a aplicação de golpes e marretadas na cabeça do animal que costumam produzir convulsões, sendo métodos bastante utilizados quando o animal já está velho ou cansado, com o objetivo de provocar sua morte; e, a prática da descorna, que é a retirada, sem anestésico, dos chifres do touro com a utilização de um serrote, para a realização de determinadas provas, provocando ainda mais sangramentos e dor.
Todos esses métodos e artifícios são praticados no brete, que é o local onde os animais ficam presos antes da provas e são preparados para montaria.

Fonte: excertos adaptados do artigo de Gabriel Campos de Souza

“Por que não temos nossos molhes?”, questionam pescadores no esforço de desencalharem embarcações




Desde 2007 há verba de 150 mil para a construção dos molhes. A FEPAM dá como aceite o termo de referência, que já foi encaminhado em 2007, mas abandonado pela Prefeitura. E, com vontade política, a Superintendência de Portos e Hidrovias poderia realizar a batimetria. Os molhes resolveriam não só o problema da seca da Sanga dos Charqueadas como também das enchentes na Vila dos Pescadores. “Na verdade só é necessária uma carreira de pedra para atacar tanto a água como a areia, porque esta areia a água traz”, diz o presidente da Associação dos Pescadores, Paulo Afonso Rodrigues Castro







Mesmo a licença para o desassoreamento já está vencida, junto à FEPAM

Convivem há cem anos com o problema que teria fim se a verba que está disponível, desde 2007, de R$ 150 mil fosse aplicada pela Prefeitura Municipal para a construção dos molhes. Obra de baixo impacto ambiental, devido a própria constituição da orla, teve o termo de referência, encaminhado pela Prefeitura, em 2007, aceito pela FEPAM em três de abril de 2008. A partir desta data, a FEPAM não obteve reposta da Prefeitura, e este ano o processo foi arquivado. Segundo informações da autarquia, caso a Prefeitura tenha interesse em discutir novamente o termo de referência original- a FEPAM terá que fazer novo estudo porque, a partir de 2007, há muita legislação nova que pode incidir sobre a região.
O presidente da Associação dos Pescadores, Paulo, disse que o prefeito informou que iria mudar o projeto original por um mais simples para que o valor disponível de R$ 150 mil abarque a construção da obra. “Eles queriam fazer tipo um cais, mas é para barcos de grande porte”, considera Paulo.
Conforme o prefeito, Sylvio Tejada, “ali exige tipo de projeto que envolve batimetria, que custa 31 mil reais- último orçamento que tivemos, então estamos tentando viabilizar uma forma para reduzir”. Entretanto, a redação do Regional de Notícias entrou em contato com a Superintendência de Portos e Hidrovias, e a assessoria de comunicação informou que se for encaminhado um ofício ao Superintendente Diretor, explicando a situação dos Pescadores, é provável que este órgão realize a batimetria.

“A situação dos pescadores é péssima”,
diz Paulo. ”A água baixa e quem chega da lagoa não consegue entrar para o porto ou sair”. Nessa época, eles costumam fazer viagens de férias com a família ou receber pescadores de outras localidades. O desassoreamento da Sanga, realizado pela Prefeitura, ou por eles mesmos, a contratarem empresa particular por R$ 70 por hora, quando a Prefeitura alega não ter máquina disponível, dura pouco, porque depende dos ventos. “Eles puxam a terra e não tiram, então o mar bate ali e joga toda a areia para dentro da sanga novamente”, explica Paulinho.
Com a correnteza da água vêm pedaços de madeira, pedras. “Aconteceu várias vezes de, tentando entrar ou sair da sanga, a quebra de eixos, hélices”, conta Paulo. Em época de chuvas ou temporais é comum os pescadores se atirarem na água- muitas vezes na madrugada, porque as ancoras não seguram, e há o risco das embarcações irem para cima dos trapiches velhos. “Já aconteceu de furar barco”. Segurar âncoras, tirar água das embarcações não têm sido uma rotina fácil.
Quando há muito vento até levam para o náutico. “Mas se levar para lá, a gente tem que ficar cuidando dos barcos, e eles também não aceitam muito os pescadores lá”, diz Paulo. “É complicado para eles, porque lá estão só veleiros e barcos de passeio”.


Matéria publicada com algumas alterações no Regional de Notícias- Tapes.

Notícias sobre o rodeio em Paraisópolis | PetRede – Notícias, dicas, matérias, vídeos e muito mais coisas animais!

Notícias sobre o rodeio em Paraisópolis | PetRede – Notícias, dicas, matérias, vídeos e muito mais coisas animais!

Um exemplo a ser seguido.

Quem patrocina rodeio também tortura bicho- Cultura não é tortura

 A promoção de evento cruel envolvendo animais é caso de Ministério Público. 















“Nenhum animal deve ser explorado para divertimento do homem”


Art. 10º da Declaração Universal dos Direitos dos Animais – ONU.

 Foto internet

Cria teu e-book!

Bibliografias

Bibliografia Núcleo de Dramatugia SESI SP

POÉTICA
Aristóteles (há várias traduções possíveis).
A EXPERIÊNCIA VIVA DO TEATRO
Eric Bentley – Coleção Palco e Tela
Zahar Editores, 1981
O DRAMATURGO COMO PENSADOR
Eric Bentley - Editora Civilização Brasileira, 1991
TEATRO GREGO – TRAGÉDIA E COMÉDIA
Junito de Souza Brandão - Vozes, 1984
PARA TRÁS E PARA FRENTE – UM GUIA PARA LEITURA DE PEÇAS
TEATRAIS
David Ball – Coleção Debates - Ed. Perspectiva, 1999
LER O TEATRO CONTEMPORÂNEO
Jean-Pierre Ryngaert – Ed. Martins Fontes, 1998
TRÊS USOS DA FACA – SOBRE A NATUREZA E A FINALIDADE DO DRAMA
David Mamet - Ed. Civilização Brasileira, 2001
DICIONÁRIO DE TEATRO
Patrice Pavis – Ed. Perspectiva, 1999
A ANÁLISE DOS ESPETÁCULOS
Patrice Pavis – Ed. Perspectiva, 2005
MITO E REALIDADE
Mircea Eliade - Coleção Debates, Editora Perspectiva, 1972
TRAGÉDIA MODERNA
Raymond Williams - Ed. Cosac & Naify, 2002
PROBLEMAS DA POÉTICA DE DOSTOIÉVSKI
Mikhail Bakhtin - Forense Universitária,1997
O TEATRO ÉPICO
Anatol Rosenfeld - COLEÇÃO DEBATES – Editora Perspectiva, 1985
O TEATRO BRASILEIRO MODERNO
Décio de Almeida Prado – COLEÇÃO DEBATES - Ed. Perspectiva, 1988
O TEXTO NO TEATRO
Sabato Magaldi – Ed. Perspectiva, 2001
TEORIA DO DRAMA MODERNO [1880-1950]
Peter Szondi – Cosac & Naify, 2001
TEATRO PÓS-DRAMÁTICO
Hans-Thies Lehmann - Ed. Cosac & Naify, 2007
O RISO – ENSAIO SOBRE A SIGNIFICAÇÃO DO CÔMICO
Henri Bergson – Ed. Zahar, 1983
WRITING A PLAY
Gooch, Steve - A & C Black Publishers Limited. 2004
PlAYWRITING
Greig, Noel - Routledge, USA, 2005




Psicologia junguiana
EDINGER, Edward F. Ego e Arquétipo, SP, Cultrix, 1989
HILLMAN, James. Estudos de Psicologia arquetípica, RJ, Achiamé, 1981
JAFFÉ, Aniela. O Mito do Significado na Obra de C. G. Jung, SP, Cultrix, 1989
JUNG, Carl Gustav. Obras Completas, Petrópolis, Vozes
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Real é o que produz efeitos, Carl Jung

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